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Monday, November 09, 2015

Rato-das-neves : novo mamífero em Portugal





Rato-das-neves, Portugal
créditos: Gonçalo Rosa

O rato-das-neves foi descoberto no âmbito de um trabalho fotográfico sobre mamíferos em Portugal. Só depois foi confirmada a sua existência, no Parque Natural de Montesinho, em Lama Grande, Bragança, por investigadores. 

O rato-das-neves, uma espécie de ratinho exclusiva de zonas montanhosas cuja presença nunca tinha sido registada em Portugal.


O roedor foi detectado no verão do ano passado, pelo fotógrafo de vida selvagem Gonçalo Rosa, tendo sido depois capturado por investigadores.O primeiro registo da espécie para Portugal foi agora publicado na revista científica Italian Journal of Zoology por investigadores da UTAD e do Cibio.
A área de distribuição conhecida desta espécie estende-se do Turquemenistão até Espanha. Mas agora sabe-se que também ocorre em Portugal. O novo mamífero Chionomys nivalis 
Dois indivíduos apareceram inesperadamente nas imagens da câmara de infravermelhos colocada debaixo de um bloco de granito a 1 300 metros altitude por Gonçalo Rosa que, não sabendo identificar a espécie a que pertenciam, as encaminhou para a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Os investigadores da UTAD concluíram não se estar perante nenhum dos 14 roedores identificados para o território nacional.  Foram então para o campo em Outubro para ver ao vivo este animal inédito em Portugal e obter mais dados da sua presença.


Zona onde foram detectados
créditos: Gonçalo Rosa
http://www.wilder.pt/
Recorrendo a armadilhas e usando como isco maçãs e cenouras, conseguiram capturar um macho e uma fêmea que foram medidos, pesados, caracterizados morfologicamente e a quem foram retiradas amostras de tecido que foram enviadas para análise genética no CIBIO (Universidade do Porto).

“Capturámos dois animais, um macho adulto e uma fêmea juvenil”, disse Hélia Vale-Gonçalves. 
“Fizemos medições, pesagens, tirámos amostras de tecido e observámos a coloração do pêlo”. Os animais foram libertados no mesmo local. Junto às armadilhas “encontrámos muitos indícios da presença do animal, como pequenos túneis na vegetação, muitas galerias, dejectos e vegetação cortada”, acrescentou ainda.
Os resultados da análise de ADN confirmaram as suspeitas resultantes da análise morfológica de que se tratava de rato-das-neves, mas revelaram que se trata de uma população distinta daquelas que ocorrem no vizinho território de Sanabria, em Espanha.
Apesar de não haver outros registos da espécie a nível nacional, a investigadora da UTAD Hélia Vale-Gonçalves, especialista em micromamiferos (um grupo de mamíferos de pequenas dimensões que abrange roedores e insectívoros) suspeita que Montesinho pode não ser a única serra onde o rato-das-neves está presente.


Câmara armadilhada/ Gonçalo Rosa
créditos: Gonçalo Rosa
http://www.wilder.pt/

A confirmação de que esta era a espécie Chionomys nivalis foi dada com base nas características morfológicas, biométricas e nas análises genéticas dos dois indivíduos capturados no Parque Natural de Montesinho, feitas no CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos).
O seu habitat natural de terrenos abertos com algum mato em zonas montanhosas poderá também existir nas Serras do Gerês e da Estrela, podendo a espécie estar aqui presente mas ter passado despercebida.
É importante saber ao certo porque, apesar da espécie ter o estatuto de conservação “Pouco Preocupante” na Lista Vermelha da IUCN as fragmentadas populações são vulneráveis a alterações no habitat o que levou vários países europeus a incluí-la no Livro Vermelho, como é o caso de Espanha, onde é considerada quase ameaçada.
Os investigadores – que divulgaram na publicação cientifica “Italian Journal of Zoologyum artigo sobre a descoberta – indicam ainda que vão levar a cabo “censos regionais rigorosos da distribuição dos micromamíferos para a efetiva conservação desta espécie”.

Esta espécie tem como habitat terrenos razoavelmente abertos, com algum mato, carqueja e urze, acima dos 1 300 metros de altitude. 
Os ratos-das-neves fazem tocas no chão ao pé de grandes pedras de granito e têm um território pequeno porque não precisam de procurar longe por alimento, essencialmente ervas.




Rato-das-neves, Portugal
snow vole, Montesinho, Portugal
créditos: Gonçalo Rosa

The European snow vole (Chionomys nivalis) is a microtine rodent with a highly fragmented distribution range, mostly associated with the main mountain systems from southern Europe to Turkmenistan. 

Portuguese wildlife photographer, Gonçalo Rosa, discovered, by chance, the European snow vole (Chionomys nivalis) in the summer of 2014, in Montesinho, North of Portugal. This is the first record for this species in the country and was published in Italian Journal of Zoology on 2 November.

Gonçalo didn’t know what he was looking at. Two little “strange” mice passing by, on a summer night in 2014, in a gorse and heather meadow in Montesinho mountain region, at 1 300 m. The infrared images recorded by a camera that he pecies to Portugal. “Everything happened by chance”. 
Gonçalo sent his images to a team of biologists in UTAD Portugal. There was still a lot of work to do.
That same team of biologists travelled to Montesinho in OctoUniversity (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro). Soon enough they realized it was a new species of mammal no one had ever seen in the country. 
Could it be a snow vole? There were no historic recor of it in Portugal. There was still a lot of work to do. Read more here

Geração 'green'

08.11.2015

Tuesday, October 06, 2015

Um novo mamífero : Hog-nosed rat





Rato nariz rosado, Indonésia
créditos : Museum Victoria, Australia

Cientistas de vários países que estavam a trabalhar na Indonésia, descobriram uma nova espécie de mamífero, chamado 'rato do nariz achatado', ou 'rato com nariz de porco',devido às suas características inéditas, nunca antes observadas pelos cientistas.





Indonésia : ilha Sulawesi

O animal foi encontrado em uma zona montanhosa remota da ilha de Sulawesi, na Indonésia central, segundo os especialistas do Victoria MuseumAustrália.


Rato nariz rosado, Indonésia
créditos: Victoria Museum
http://assets0.exame.abril.com.br/
Além do nariz rosado, achatado e grande, em que as narinas têm uma forma semelhante à de um porco, o animal tem grandes orelhas, uma boca pequena e dentes frontais longos, segundo a mesma fonte. Nas fotos tiradas, o mamífero parece ter o mesmo tamanho de um rato.

O rato, cujo nome científico é Hyorhinomys stuempkei, tem características "nunca antes observadas pela ciência", segundo um comunicado do museu, divulgado hoje, terça-feira, 6 Outubro 2015.
A descoberta foi feita por uma equipe de cientistas de Indonésia, Austrália e Estados Unidos.

"Estou surpreendido por ter encontrado uma nova espécie de mamífero tão diferente das outras espécies que estão referenciadas pela ciência", disse Kevin Rowe, um dos cientistas do Victoria Museum.
Este mamífero é carnívoro e alimenta-se, provavelmente, de minhocas e larvas de insecto.
Pode ver vídeo da BBC Science aqui. Os cientistas explicam como encontraram esta nova espécie e apresentam as características do novo rato de nariz rosad.
Desaparecem espécies e aparecem novas espécies. Não é a primeira vez que nos referimos neste blogue verde à descoberta de novas espécies, o que é um facto muito positivo.




Hog-nosed rat, Indonesia
credits : Museum Victoria

A team of scientists have discovered a new species of rat in Indonesia.
The species, which has been named Hyorhinomys stuempkei - hog-nosed rat - has "distinct and unique features uncommon to other rats", they said.

Sulawesi island, Indonesia
https://upload.wikimedia.org/
Five of the rodents were discovered on Sulawesi island earlier in January by researchers from Australia, Indonesia and the US.
Museum Victoria's mammal curator Kevin Rowe said the species was "previously undocumented".
"We were on a mission to survey remote mountains in the area and to put evolution in Asia and Australia into context," 
Kevin Rowe
"Nothing is currently known about these rats and how widely they were distributed throughout the forests."



Remote forest Sulawesi island
credits : Getty Images
http://ichef-1.bbci.co.uk/
The elusive rat was first discovered in a remote forest on Indonesia's Sulawesi island.
"Obviously its nostrils which resemble a hog's, are very unique. But it also has a long face and larger ears for a rat of its size and lower teeth which are more in common with shrew rats," 




Hog-nosed rat, Indonesia
credits : Museum Victoria
"It also has pubic hairs that are very long and extended which we see in other Australian mammals."
Kevin Rowes
Watch the video on BBC Science here
The rats have since been preserved and are lodged in a museum in Indonesia.
Wow! That's amazing. 

Geração 'green'
06.10.2015
Creative Commons License
Sources:
SIC Notícias | BBC Science


Sunday, May 18, 2014

Rãs dançantes descobertas na India



Foto: Satyabhama Das Biju/AP
Leram bem ! Rãs dançantes. Na India, cientistas descobriram 14 novas espécies de rãs nas florestas montanhosas do sul do país. 
De acordo com os biologistas indianos, estas novas espécies de anfíbios são rãs dançantes, e devem o seu nome aos movimentos estranhos que executam para atrair um parceiro.
Estas espécies procriam depois das monções do início do ano em pequenos cursos de água rápidos. Porém, o seu habitat está a tornar-se cada vez mais seco, muito em parte devido à desflorestação potenciada pelo crescimento da população indiana.


Foto: Satyabhama Das Biju/AP
O estudo, onde as novas espécies são listadas, publicado na revista científica do Ceilão, aumenta para 24 o número de espécies de rãs dançantes da Índia. 
Estas espécies são encontradas apenas nos Gates ocidentais da Índia, uma região montanhosa que se estende por 1.600 quilómetros desde o estado de Maharashtra até ao ponto mais a sul do país.
No entanto, apesar de acabarem de ter sido descobertas, estas novas espécies de rãs estão já em risco. 
Durante os 12 anos que os cientistas tentaram comprovar a sua existência, com marcadores de ADN e através de descrições morfológicas, o número de anfíbios diminuiu drasticamente. 


Foto: Satyabhama Das Biju/AP
O estudo, onde as novas espécies são listadas, publicado na revista científica do Ceilão, aumenta para 24 o número de espécies de rãs dançantes da Índia. 

As espécies são apenas encontradas nos Gates ocidentais da Índia, uma região montanhosa que se estende por 1.600 quilómetros desde o estado de Maharashtra até ao ponto mais a sul do país. .
Apenas os machos executam este ritual de acasalamento. Quanto maior for a rã macho mais dança. Os machos utilizam ainda as suas pernas extensivas para afastar outros machos concorrentes, já que o rácio dos anfíbios costuma ser de 100 machos para uma fêmea.
Estas rãs são de pequena proporção, não maiores do que uma noz e são facilmente transportadas por riachos de correntes rápidas. Assim, a época de acasalamento ocorre apenas quando o nível de água dos cursos é mais elevado. Se os cursos não transportarem água suficiente ou secarem demasiado cedo, as rãs não têm as condições ideais para acasalar.
A maior parte das 24 espécies de rãs dançantes habitam apenas uma pequena área. Segundo os cientistas, sete espécies habitam no que é descrito como habitat degradados e outras 12 vivem em locais que estão em declínio ecológico.


photo: Satyabhama Das Biju/AP
http://static.guim.co.uk/sys-http://static.guim.co.uk/
Scientists have discovered 14 new species of so-called dancing frogs in the jungle mountains of southern India.
Indian biologists say they found the tiny acrobatic amphibians, which earned their name with the unusual kicks they use to attract mates, declining dramatically in number during the 12 years in which they chronicled the species through morphological descriptions and molecular DNA markers. They breed after the yearly monsoon in fast-rushing streams, but their habitat appears to be becoming increasingly dry.
"It's like a Hollywood movie, both joyful and sad. On the one hand, we have brought these beautiful frogs into public knowledge. But about 80% are outside protected areas, and in some places, it was as if nature itself was crying," said the project's lead scientist, University of Delhi professor Sathyabhama Das Biju.
(...)
The study listing the new species published Thursday in the Ceylon Journal of Science brings the number of known Indian dancing frog species to 24. They're found exclusively in the Western Ghats, a lush mountain range that stretches 1,600 kilometers (990 miles) from the western state of Maharashtra down to the country's southern tip. Read more here
Geração 'green'
18.05.2014
Creative Commons License
Referências
Credits : photography Satyabhama Das Biju/AP
GreenSavers | Portufgal
The Guardian | Wildlife

Sunday, April 26, 2009

Novas espécies - Papua Nova Guiné






Imagem © Wayne Maddison

Aranhas que saltam, uma rã com um coaxar chilreante e uma osga às riscas são algumas das mais de 50 espécies descobertas durante uma expedição da Conservation International às florestas de montanha da Papua Nova Guiné, em 2008.

Pensa-se que estas espécies eram desconhecidas da ciência: cinquenta aranhas, três rãs, duas plantas e um lagarto.

Na imagem, uma aranha saltadora, Orthrus sp., um dos achados da expedição.



Imagem © Wayne Maddison

Aranha saltadora, Tabuina varirata, descoberta numa conífera durante uma expedição da Conservation International à Papua Nova-Guiné.


Imagem © Steve Richards

Osga de dedos tortos, Cyrtodactylus sp., descoberta durante uma expedição da Conservation International à Papua Nova-Guiné. É uma das mais de 50 espécies encontradas na expedição que se pensa serem desconhecidas da ciência.

Imagem © Steve Richards

Uma rã das árvores, Nyctimystes sp., com grandes olhos, encontrada junto a um rio de montanha durante uma expedição da Conservation International à Papua Nova-Guiné. É uma das mais de 50 espécies encontradas na expedição que se pensa serem desconhecidas da ciência.

Imagem © Steve Richards

Images: http://noticias.sapo.pt

Uma rã, Litoria sp., que usa um chilreado sonoro para atrair parceiros sexuais, descoberta numa floresta tropical durante uma expedição da Conservation International à Papua Nova-Guiné. É uma das mais de 50 espécies encontradas na expedição que se pensa serem desconhecidas da ciência.

Some new species, more than 50, have been discoreved by the Conservation International during an expedition at Papua - New Guinea.


Torrinhas Verdes

03.05.2009

Creative Commons License

Referências: notícias.sapo.pt
(30.03.2009)