Thursday, July 11, 2019

Projecto Vigia a Cavalo : um projecto cívico exemplar !





Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Estela Silva/ LUSA

Projecto Vigia a cavalo é uma parceria entre o Centro Hípico de Valongo, a câmara local e o Instituto Português do Desporto e da Juventude. Até Setembro, 30 adolescentes vão fazer três patrulhas diárias.

Trinta adolescentes trocam uma parte das férias, entre Julho e Setembro, por três patrulhas diárias, a cavalo, munidos de binóculos, telemóvel e cartas militares nas serras de Valongo, a fazer a prevenção de incêndios. 




Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Estela Silva/ LUSA

O projecto Vigia a cavalo resulta de uma parceria entre o Centro Hípico de Valongo e a câmara local, com a colaboração do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), e reúne cerca de três dezenas de jovens numa actividade cívica que, da prevenção à limpeza da serra, tem estimulado o reforço dos apoios. 

Abrangendo uma área de 4300 hectares, o território de Valongo tem cerca de 800 hectares que integram a rede Natura 2000, um património que a autarquia diz-se empenhada em proteger, materializando-o, mais um ano, através do protocolo celebrado na semana passada. 




Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Centro Hípico de Valongo

Os jovens recebem formações da Protecção Civil e dos bombeiros locais ao nível das coordenadas e sinalização das serras antes de avançarem serra cima, em grupos distintos, três vezes por dia.

Miguel Brandão, presidente do centro hípico, explica, enfatizando que a formação prévia os prepara para “interpretar as coordenadas e os pontos das serras das Pias e de Santa Justa para, caso haja um incêndio, serem capazes de transmitir a informação”.

No terreno estão também as equipas dos Sapadores Florestais e outros meios coordenados pelos Serviços Municipais de Protecção Civil e Protecção da Floresta




Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Centro Hípico de Valongo

No alto da serra de Pias, no ponto 2 de observação das patrulhas, a Lusa falou com os jovens cavaleiros, tendo Beatriz Pereira — de 18 anos e “no projecto desde os 11” — revelado que em 2019 “ainda não foi detectado nenhum incêndio”, nas serras que vigiam.

“No ano passado [2018] detectámos cerca de cinco ignições”, disse a jovem cavaleira, explicando que algumas detecções acontecem quando já há bombeiros a caminho dos fogos, nada que minimize o entusiasmo, pois, explicou, “não estão em patrulha o dia todo”.






Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Estela Silva/ LUSA

Único rapaz da patrulha acompanhada pela Lusa, Tomás Rodrigues, de 16 anos, é um “veterano” da vigilância e garante não imaginar a sua vida “sem os cavalos”, agradecendo pelas competências adquiridas nas “duas formações anuais” promovidos pelos bombeiros e a Protecção Civil.

“Em caso de detecção de fogo, o contacto é feito imediatamente para a Protecção Civil ou Bombeiros de Valongo, mas também recolhemos lixo. Caso o encontremos, o local é marcado nas cartas militares que possuímos e comunicados à nossa sede no centro hípico”, sintetizou o jovem do modo de actuação da patrulha.





Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Centro Hípico de Valongo

De referir que estão também no terreno as equipas dos Sapadores Florestais e outros meios coordenados pelos Serviços Municipais de Protecção Civil e Protecção da Floresta. 
Para além disso, há um posto fixo de vigia no chamado Vale da Tranquilidade, na Serra de Santa Justa, bem como vigia móvel, motorizada que abrange também Sobrado, Campo e Alfena.





Projecto de Voluntariado Jovem, 2011
Foi em 2011 que um projecto de voluntariado de jovens foi levado a cabo com sucesso. Não tenhamos dúvida que estes projectos de férias ligados à cidadania são uma importante aprendizagem para todos os jovens participantes.

Sairão mais enriquecidos e com uma consciência cívica ambientalista bem mais consciente.





Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Centro Hípico de Valongo

Since 2005, Portuguese students are called to volunteering for helping the forests from de fire. 

These programs aim to educate young people to Environmental problems during school holidays.

Thirty adolescents spend part of their holidays between July and September doing three daily patrols on horse, armed with binoculars, mobile phones and military maps in the Valongo mountains, to prevent fire.

This program began in 2016 and have a great success between teens who are learning to ride a horse.

The older participate on this project, going through the mountains guided by an older element from the Forest Protection.




Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Centro Hípico de Valongo

Vigia a cavalo - Watching on horse  project - is a partnership between Valongo Horseracing Center, the local chamber and the Portuguese Institute of Sports and Youth




Projecto Vigia a Cavalo
créditos: Centro Hípico de Valongo

Until September, 30 teenagers will make three daily patrols. With them there are teams of the Sapadores Florestais ( Forest firemen) and other coordinated by the Municipal Services of Civil Protection and Protection of the Forest.

They will learn to be true defenders on environment caring about forests from fire.


Geração 'green'

11.07.2019

Creative Commons License


fontes: Público/ Verdadeiro Olhar

Wednesday, July 10, 2019

Geração Verde : Apresentação projecto/ A Project by students






Earth Day 2008

No dia 22 de Abril celebrou-se o Dia Verde 2008. O dia 22 de Junho é denominado Dia do Planeta ou Earth Day.

O projecto Os Torrinhas Verdes, hoje Geração Verdenasceu da proposta da Professora Gina Souto aos seus alunos, aprendizes ambientalistas para participar nas actividades de Earth Day 2008.


Um evento que teve origem nos Estados-Unidos e que junta, neste momento, cerca de oitocentos e cinquenta e oito mil participantes de vários países a nível mundial.

Os Green Torrinhas estão inscritos desde 14 de Janeiro de 2008. São alunos das Turmas G|H|I do 5º Ano da Escola Francisco Torrinha (Portugal) que desenvolvem actividades curriculares e extracurriculares de intervenção ambientalista na comunidade escolar, nos curriculos Língua PortuguesaCidadania, dois vastos campos abertos à intervenção e à criatividade.

As suas convicções ambientalistas começaram com a participação no Ano Polar Internacional 2007-2008.






ICT & curricula

Os Torrinhas Verdes | Geração Verde adquiriram assim competências no domínio das TIC inseridas nos currículos de Língua Portuguesa, Cidadania, adquirindo aprendizagens em tempo curricular e extracurricular.

O blogue Geração Verde foi criado por um grupo voluntário de alunas e alunos que, coordenado pela Professora Gina Soutose reúne em horas extracurriculares, como actividade de enriquecimento curricular.


Nas aulas, todos os alunos se dedicaram a Actividades que foram desenvolvidas até ao dia 22 Abril - Dia Verde 2008


Entre outros projectos, organizaram um Jornal de Parede nos placares de salas das respectivas turmas que foi sendo actualizado semanalmente por grupos alternados de alunos, devidamente escalonados.

Durante a semana de 17 de Abril a 21 de Abril festejaram então a Semana Verde em toda a comunidade escolar que culminou nos dias 20-21 de Abril com o Dia Verde 2008.



This blog Geração Verde (Green Generation) is a students' project in collaboration with the Teacher Gina Soutoo as a tutor and e-tutor in extra activities in Languages curriculuminspired by Earth Day 2008. This blog published by a group of young environmentalists students who participated in Earth Day activities from 2008 to 2010.

Geração Verde blog created in Languages cross-curricular - Portuguese mother language and French foreign language - was published by young students of a secondary school in Porto, Portugal, as a participation at Earth Day activities for some years (2007-2010). 

"Earth Day Network is a global leader in promoting environmental education and green schools. Our award-winning Educator's Network provides resources for teachers educating for a sustainable future"



Now, only a small group of students and  me, as e-tutor, continue this project Geração Verde (Green Generation) and Geração Polar (Polar Generation).

Geração Polar blog (Polar Generation) was developed as a pedagogical extra-curriculum activity in Languages and Civics curriculum, created as a participation at the International Polar Year 2007-2008 (IPY). 

Students are publishing stories, some news, events, photos and videos concerning "Environmental Education" and me as e-tutor, when we have some free time. 

I don't teach face-to-face anymore at school neither the students are studying at the same school. They grew up. They are in College now. Some have their jobs.

Together in collaboration, we meet on the internet, and continue both blogs Green Generation and Polar Generation by pleasure as young environmentalists.


A Professora | The Coordinator

G-Souto

27.03.2008

Creative Commons License

Actualizado em 10.07.2019
Updated July 10,2019


Wednesday, July 03, 2019

Dia Internacional Sem Sacos de Plástico : Diz não ao plástico !





Dia Internacional Sem Sacos de Plástico
O Dia Internacional Sem Sacos de Plástico tem lugar todos os anos neste dia 3 de JulhoUma data que tem vindo, cada ano que passa, a ganhar maior importância em termos mundiais. 
O objectivo é chamar a atenção para a produção e consumo excessivo de sacos plásticos a nível mundial, propondo-se alternativas para resolver este sério problema ambiental.



Sacos plásticos e problemas:

Estima-se que cada cidadão europeu consome cerca de 500 sacos plástico por ano, que acabam no lixo ao fim de meia hora de utilização. Ou pior, no meio ambiente, criando-se vastas ilhas de lixo plástico nos oceanos (80% da poluição marinha). 


créditos: Autor não identificado
via Google Images
Como os animais marinhos confundem o plástico com alimentos, acabam por morrer pela ingestão de plástico ou ficam impedidos de comer ou mover.
Os sacos de plástico são constituídos por resinas tóxicas oriundas do petróleo e levam cerca de 500 anos a decompor-se. Apesar da gravidade da situação, apenas 2% da população recicla sacos plásticos.
O Dia Internacional Sem Sacos Plásticos apela à mudança de comportamento de todos nós, cidadãos do mundo, relativamente ao uso dos sacos plásticos. Temos que preservar o meio ambiente, levando sempre o mesmo saco plástico para as compras, reciclando os sacos plástico ou utilizando sacos de papel.
Como é natural não é só Portugal que tenta combater o uso do plástico. O Canadá já garantiu que a partir de 2021 será proibido, no seu território, a utilização de plástico descartável. E a Nova Zelândia já proibiu a utilização de sacos de plástico. 
A Associação Nacional de Conservação da Natureza, Quercus, lembra que todos os anos as pessoas ingerem 50 mil partículas de microplásticos devido à carne e peixe que consomem.
Se quiser ser mais proactivo, junte-se aos eventos do International Plastic Bag Free Day





International Plastic Bag Free Day is celebrated on 3rd of July every year which dedicated to heightening awareness about these and very real and pressing issues brought about by this most popular of disposable carrying devices. 

We are reminded that those bags we pick up from the retailers are used for an incredibly short time, usually under 25 minutes, and are then disposed of. 







The International Plastic Bag Free Day is a unique opportunity to spread the word that a plastic bag free world is possible and that sound environmental alternatives to single use plastic bags are available.

For this 10th edition, scores of organisations and hundreds of citizens around the world will take action to raise awareness on the environmental impact and hazards of single-use plastic bags, and promote more sustainable solutions.






The Plastic Bag Free Day is now part of the broader Break Free From Plastic movement, which brings together an international coalition of NGOs to build a future free from plastic pollution. 






Join the global movement!


Geração 'green'

03.07.2019

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Wednesday, May 15, 2019

Urso Pardo voltou a Portugal ? Não, já regressou a Espanha !






Urso Pardo
créditos: Eloy Alonso/ Reuters
via Sic Notícias


As autoridades portuguesas confirmaram a existência em Portugal de um urso pardo, espécie considerada extinta no país desde 1843, revelou o Serviço Territorial de Meio Ambiente de Zamora, esta semana.

“A administração regional [de Castela e Leão] alertou para a presença deste urso às autoridades portuguesas, que finalmente confirmaram a sua descoberta”, 
Comunicado o governo regional de Castela e Leão, vizinha de Portugal
As autoridades ambientais regionais espanholas informaram que, nos últimos dias de Abril, se verificou a existência de estragos num apiário (conjunto de colmeias) na cidade de La Tejera, tendo os funcionários do governo regional de Castela e Leão constatado que o incidente foi da responsabilidade de um urso pardo.
Paralelamente, e dada a proximidade da fronteira portuguesa, a presença do dito urso foi comunicada ao Instituto Nacional de Conservação da Natureza português, para o caso de o animal continuar a sua viagem para o sul, “facto que acabou por acontecer há poucos dias”.





Focke Strangmann/ EPA
via Observador/ Natureza

"A dimensão dos ursos e comportamento desta espécie promove o seu avistamento e a fácil identificação de indícios de presença no território"
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)
De acordo com uma resposta do ICNF enviada à Lusa, a presença de um urso-pardo em Portugal, no Parque Natural do Montesinho (PNM), está confirmada desde o final do mês de Abril.
"O urso foi detectado em vários pontos no Parque Natural de Montesinho, junto da fronteira com Espanha, a norte do concelho de Bragança. 
O organismo refere também que a presença de um urso-pardo foi “confirmada através de pegadas e pelos registos de imagem de armadilhagem fotográfica dos serviços homólogos ao ICNF em Espanha na fronteira". 
“Dá-se a circunstância de ser a primeira vez, nos últimos dois séculos, em que a presença desta espécie no país vizinho é confirmada de maneira confiável”, asseguram as autoridades regionais espanholas.




Urso Pardo 
créditos: Autor não identificado
via Zap-aeiou

O animal avistado na região de Sanabria “pode pertencer” à subpopulação ocidental da Cantábria, que tem cerca de 280 exemplares e a julgar pelos sinais detectados, pode ser um adulto em dispersão, de acordo com o Serviço Territorial de Meio Ambiente de Zamora. 


“O mais provável é que a presença deste urso seja o início de uma série de ocorrências que podem não ser regulares nem continuadas no tempo e no espaço, mas que, a longo prazo, possam vir a permitir uma presença mais estável de fixada de indivíduos em Portugal”. 

ICNF





Urso Pardo
créditos. Autor não identificado
via CManhã
De acordo com a autoridade nacional em conservação da natureza, os últimos registos que evidenciam a presença estável de Ursus arctus em território português datam de finais do século XIX. 
Apesar de dado como extinto em território nacional, não desapareceu de Espanha. E nas últimas duas décadas, surgiram registos de que alguns machos jovens fazerem incursões em Montesinho ou no Gerês, oriundos de populações estáveis existentes na Cordilheira Cantábrica. 
Em Espanha, existem populações deste grande predador nas Astúrias, na Cantábria e nos Pirinéus, graças a projectos de conservação.





Urso Pardo em Portugal - Crónica de uma extinção
Paulo Caetano & Miguel Brandão Pimenta
Bizâncio, 2017
O último urso pardo que viveu em Portugal foi morto em 1843 no Gerês, depois de ter existido em todo o país, assegura o livro "Urso Pardo em Portugal - Crónica de uma extinção", de Paulo Caetano e Miguel Brandão Pimenta, publicado em 2017.
Na investigação que deu origem ao livro os autores chegaram a uma notícia da morte do último urso em Portugal em 1843, abatido pela população no Gerês, o que foi uma surpresa.
Grande predador das florestas, o urso pardo distribuía-se de norte a sul do país, mas foi perdendo habitat e "subindo" no território até chegar ao último reduto na serra do Gerês. Actualmente ainda subsiste na região espanhola das Astúrias e nos Pirinéus.




Urso Pardo
créditos: José Coelho/Lusa
via TVI24

Resumo:
Ao longo das páginas deste livro, Paulo Caetano e Miguel Pimenta contam os pormenores de uma história inédita: como o urso-pardo viveu, sobreviveu e se extinguiu em território português. 
Esta é a crónica da extinção do maior predador europeu, um animal que desapareceu das nossas serranias há pouco menos de 200 anos devido às transformações no habitat e à perseguição de que foi alvo ao longo dos séculos.
Através das histórias e fotografias destes dois investigadores iremos mergulhar no passado do urso em Portugal revelando algumas das suas facetas como as ameaças que enfrentou, a distribuição aproximada, a relação histórica e cultural com o Homem e, simultaneamente, resgatar a memória do animal que é hoje um símbolo das florestas europeias.
Resta agora esperar que as populações saibam conviver com os novos vizinhos da floresta.




Brown Bear 
credits: © Gleb Garanich/Reuters


For the first time in 200 years, there is a Brown Bear (Ursus arctus) in the northern of Portugal.  The last one seen in the country in 1854 was killed by local population by fear .

The brown bear is coming from Spain where there is a project to recover the endangered specie.

The brown bear stayed for two weeks, but now it's back to Spain. However, before disappearing from the mountains of northern of Portugal, the brown bear attacked some Portuguese apiaries and ate a lot of honey.






The Brown Bear in Portugal, a Story of extinction
Paulo Caetano & Miguel Brandão Pimenta
Bozâncio, 2017


In the book The Brown Bear in Portugal, a Story of extinction by Paulo Caetano & Miguel Brandão Pimenta.

You can read the interview Paulo Caetano here (Portuguese language). 


Geração Verde

15.05.2019

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