Saturday, March 24, 2018

Hora do Planeta : Biodiversidade : Sudão, último rinoceronte-branco do norte





Hora do Planeta

Anualmente, o movimento mundial Earth Hour presta homenagem ao nosso Planeta, encorajando pessoas, comunidades e países a desligarem al luzes e aparelhos que não sejam essenciais durante uma hora. 
A iniciativa nasceu, como sabemos em Sidney, na Austrália, em 2007 e desde então expandiu-se por mais de 187 países e 7.000 cidades. Esta é portanto a 11ª edição da Hora do Planeta.
No dia de hoje é pois celebrada mais uma edição de Earth Hour, uma semana mais cedo que o habitual, fim de Março, devido às comemorações religiosas da Páscoa
Assim, se deseja participar neste acto simbólico, mas de grande impacto ambiental, aponte já hora: 20h30 ( hora local)


A nossa conexão com a Terra e a natureza é inegável: ganha do nosso Planeta e ganhamos todos nós.
A biodiversidade - a rica variedade de vida na Terra - continua a diminuir ano após ano. 
Este ano e até 2020, somos convidados a reconectarmo-nos com a natureza. Redescobrir os espaços verdes da nossaa cidade, revegetar de edifícios, agricultura urbana, escolher alimentos que favoreçam uma agricultura que respeita o meio ambiente, petição contra projectos económicos destrutivos de espaços naturais, lutar contra o tráfico de espécies selvagens.
As causas? Perda de habitat, poluição, excesso de pesca, espécies invasoras e mudanças climáticas, que podem levar à extinção de uma em cada seis espécies. 

É o caso das baleias-piloto que morreram na praia de Hamelin Bay, Austrália. Apesar dos esforços de dezenas de voluntários que tentaram reenviarem-nas para o oceano, das cerca de 150, apenas se salvaram 6 baleias.



Sudão, rinoceronte-branco macho do norte
Make it Kenya/ Flickr

Todos lemos sobre Sudão, o ultimo rinoceronte-branco do norte que morreu esta semana. O último rinoceronte-branco do norte macho, Sudão, morreu no Quénia, com 45 anos, devido a "complicações relacionadas com a idade", anunciaram esta terça-feira investigadores. Os oceanos estão cada vez mais poluidos devido ao uso de plásticos. 
O último rinoceronte-branco do norte macho, 'Sudão', morreu no Quénia, aos 45 anos, devido a "complicações relacionadas com a idade", anunciaram esta terça-feira investigadores.




Sudão, o último rinoceronte-branco do norte
Em comunicado, a organização de protecção da vida animal OI Pejeta Conservacy, no Quénia, informou que o rinoceronte foi sujeito a eutanásia na segunda-feira, depois de o seu estado ter "piorado significativamente" e ele já não conseguir ficar de pé."
Os músculos e ossos do animal estavam a deteriorar-se e tinha desenvolvido extensos ferimentos na pele.
O rinoceronte estava envolvido num importante esforço para salvar subespécies da extinção, com a ajuda de duas fémeas.




Sudão, o último rinoceronte-branco do norte
"Ele era um grande embaixador da sua espécie e será recordado pelo trabalho que fez para suscitar uma consciência global para a situação não só dos rinocerontes mas também de muitos milhares de outras espécies sob ameaça de extinção como resultado de uma atividade humana insustentável", disse o responsável da organização, Richard Vigne.
Os especialistas afirmaram que Sudão, que era uma espécie de celebridade, atraindo milhares de visitantes, "apaixonou muitos com a sua dignidade e força". Os seus tratadores descreviam-no como afável.
O último exemplar macho da sua subespécie nasceu no Sudão, foi levado para um jardim zoológico na República Checa e foi transferido para o Quénia em 2009. Morreu esta semana.




Earth Hour 2018
Hora do Planeta é pois ainda mais importante quando sabemos que os últimos três anos foram os mais quentes já registrados e, que estudos que alertam para o desaparecimento de espécies estão sendo constantemente publicados.
Precisamos urgentemente de dar prioridade à biodiversidade e a natureza do nosso Planeta.
A Hora do Planeta é mais do que apenas um evento. É fácil desligar as luzes por uma hora, e todos podemos expressar simbolicamente a nossa consciência e disposição de agir para proteger melhor a biodiversidade.






Earth Hour 2018
#Connect2Earth foi criado para organizar os nossos esforços, permitindo-nos esclarecer tópicos que afectam o bem-estar do nosso planeta.
Como nos conectamos? Envolvendo-nos partilhando o que pensamos, divulgando a palavra como estamos a fazer com esta publicação para manifestar como a nossa conexão com este lugar que chamamos lar. Planeta Terra.
site oficial do movimento, Connect2earth é o local onde podemos ter uma acção mais directa, participando em diferentes iniciativas em prol do planeta. 
Em Portugal estão previstas algumas actividades para celebrar o dia, tais como passeios de bicicleta. 

Pode consultar o programa da WWF Portugal.





Earth Hour 2018

Our connection to Earth and nature is undeniable: Our planet's gain is everyone’s gain.
Biodiversity – the rich variety of life on Earth – continues to decline year on year. We must urgently prioritise our planet’s biodiversity and nature. 

Remembering the 150 pilot whales dead in Hamelin Bay, Perth, Western AustraliaOnly six whales have survived a mass stranding of pilot whales on the coast of Western Australia.
And a tribute to Sudan, the Last Male Standing. The Most Eligible Bachelor. These are some of the affectionate epithets that were bestowed on Sudan over the years.  



Sudan, the last male white 
credits: © DAI KUROKAWA / EPA
 http://www.olpejetaconservancy.org/

Born in the wild in Sudan in 1973, Sudan has subsequently evolved into a legend – in part due to his status as the last male member of a rhino subspecies
He was captured in Sudan shortly after birth in 1975 and taken to Dvůr Králové Zoo in the Czech Republic along with 5 other northern white rhinos.
He lived at Dvůr Králové Zoo until December 2009 when he was relocated to Ol Pejeta Conservancy together with three other northern white rhinos – Suni (deceased), Najin and Fatu. The move was prompted by the fact that northern white rhinos had been declared extinct in the wild in 2009. Read more here



Earth Hour 2018

#Connect2Earth was created to organise our efforts, allowing us to shed light on topics impacting our planet’s well-being.

How do you #Connect2Earth? Get involved now by starting conversations, sharing your thoughts, and spreading the word about our connection to this place we call home.

Geração 'green'
24.03.2018
Creative Commons License

Saturday, March 03, 2018

S.O.S Orangotango de Bornéu !






Orangotango macho, Bornéu
Semenggok Forest Reserve Sarawak
BorneoMalaysia
créditos: Eleifert/Wiki Commons

O abate de árvores e as plantações à escala industrial nas florestas tropicais do Bornéu causaram o desaparecimento de 100.000 Orangotangos entre 1999 e 2015, alerta um novo estudo científico internacional.
O número é o resultado de 16 anos de trabalho de uma equipa internacional para saber o que está a acontecer ao Orangotango (Pongo pygmaeus), espécie ameaçada pela exploração mineira e pela indústria do óleo de palma, madeireira e de pasta de papel.


Orangotango de Bornéu (Pongo pygmaeus)
créditos: Eleifert

A situação crítica desta espécie levou a que, recentemente, mudasse de estatuto, passando a ser classificada Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), como Criticamente Em Perigo de extinção.
“O uso insustentável dos recursos naturais causou um declínio dramático dos Orangotangos do Bornéu”, (...) “Apenas 38 das 64 metapopulações que restam têm mais de 100 indivíduos.”
Investigadores,  artigo, revista Current Biology
As ameaças são várias. Só a desflorestação, por exemplo para criar espaço para as plantações de óleo de palma, pode dizimar mais 45.300 Orangotangos nos próximos 35 anos, estimam os investigadores. 
E depois, muitos animais vivem em populações pequenas e fragmentadas. “Estas não são viáveis e muito provavelmente vão desaparecer num futuro próximo.”
Os cientistas descobriram que os animais também estavam a desaparecer nas áreas ainda com floresta. 


Orangotango de Bornéu
créditos: Marc Ancrenaz
A causa? Segundo a investigadora Maria Voigt, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology (Alemanha). muitos Orangotangos estão a ser chacinados como retaliação por danos nas culturas.
O estudo refere que na região de Kalimantan morrem em média 2.256 Orangotangos por ano, devido a conflitos com as populações. 
“Isto é chocante e desnecessário. Os Orangotangos podem comer os frutos dos agricultores mas não são perigosos”.
Serge Wich
Segundo os investigadores, “parcerias eficazes com empresas madeireiras, cujas propriedades albergam a maioria dos orangotangos, são essenciais para travar o declínio destes animais”. 


 Female orangutans and her young
credits: Marc Ancrenaz

Female orangutans are occasionally killed for their young, which are sold on as pets, while others are killed for food or for venturing onto plantations or into gardens. 

Hunting and killing have driven a dramatic decline in the orangutan population on Borneo where nearly 150,000 animals have been lost from the island’s forests in 16 years, conservationists warn.




Orangutan in Borneo
credits: Marc Ancrenaz

Researchers estimate that the number of orangutans left on Borneo now stands at between 70,000 and 100,000, meaning the population more than halved over the study period which ran from 1999 to 2015. 

While the steepest percentage losses occurred in regions where the forest has been cut down to make way for palm oil and acacia plantations, more animals were killed by hunters who ventured into the forest, or by farm workers when the apes encroached on agricultural land, a study found.

“We need to work with people to help them understand that orangutans are not dangerous and that it’s illegal to kill them,” Wich said. One approach that might work, he said, is to have Indonesian and Malaysian role models raise awareness of orangutans through social media.



Orangutang babies rescued
credits: Caters

The super-cute snaps were captured by International Animal Rescue staff at their rehabilitation centre in Ketapang, West Kalimantan, in the Indonesian part of Borneo.

The youngsters - many of whom grew up in captivity as pets before being rescued - are being taught to climb, play and fend for themselves

The Mirror

Without fresh efforts to protect the animals, the numbers could fall at least another 45,000 in the next 35 years, the conservationists predict. The real decline could be worse, because the prediction is based only on habitat loss, and does not include killings.

The bleak assessment of the state of the Bornean apes comes from an international team of conservationists who compiled one of the most comprehensive reports yet on the animals, which in 2016 were declared “critically endangered” by the International Union for Conservation of Nature (IUCN)/ RED List . Read more here


Geração 'green'

4.03.2018

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