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Wednesday, March 04, 2026

Dia Mundial da Vida Selvagem : Proteger as Plantas Aromáticas e Medicinais !






Dia Mundial da Vida Selvagem
Plantas Aromáticas e Medicinais


 O Dia Mundial da Vida Selvagem celebra-se anualmente no dia 3 de Março. Uma data celebrada pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2013, que relembra a assinatura da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) em 1973.


Objectivo:  Alertar para o estado de conservação de algumas das espécies da fauna e flora selvagens mais ameaçadas de extinção, direccionando a atenção para essas espécies e para a necessidade de se encontrarem e implementarem soluções para conservá-las.


  • Tema 2026


 "As plantas medicinais e aromáticas: Conservando Saúde, Património e Meios de Subsistência."

Este ano, o dia é celebrado sob o lema: "As plantas medicinais e aromáticas: Conservando Saúde, Património e Meios de Subsistência"


Em 2026, o Dia Mundial da Vida Selvagem  destaca o papel crucial das plantas aromáticas e medicinais.


Instituído pela ONU a 20 de Dezembro de 2013, a data pretende comemorar o dia da assinatura da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), em 1973.


Numa mensagem divulgada esta terça-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que embora a atenção global frequentemente recaia sobre animais ameaçados, as plantas continuam a ser "os arquitectos silenciosos do planeta".

O tema escolhido para este ano destaca o papel essencial destas espécies no bem-estar humano, na herança cultural e nas economias locais.







Em 2026, o Dia Mundial da Vida Selvagem  destaca o papel crucial das plantas aromáticas e medicinais.

As plantas aromáticas e medicinais são essenciais tanto para a saúde humana como para o equilíbrio ecológico. Em todo o mundo, as pessoas recolhem e utilizam estas plantas, como o ginseng americano (Panax quinquefolius), o nardo (Nardostachys grand

iflora
) e a madeira-de-agar (espécies de Aquilaria, Gonystylus e Gyrinops), para tratar e prevenir doenças.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece a sua importância, particularmente nos países em desenvolvimento, onde 70% a 95% da população depende da medicina tradicional para os cuidados de saúde primários.


Estas plantas constituem a base de muitos sistemas de saúde e continuam a ser vitais para a indústria farmacêutica moderna, dado que inúmeros compostos activos de medicamentos são derivados, direvta ou indirevtamente, de fontes naturais, apesar dos avanços na química sintética.


Para além dos seus usos medicinais, as plantas aromáticas e medicinais também contribuem para diversas indústrias, incluindo a cosmética, a alimentação e outros bens


Além disso, as plantas aromáticas e medicinais desempenham um papel crucial de suporte dos ecossistemas, ao estabilizarem os solos, promovendo a biodiversidade e fornecendo recursos essenciais para os polinizadores, como as abelhas e moscas-das-flores. No entanto, muitas destas espécies valiosas enfrentam ameaças crescentes devido à destruição do habitat, da sobre-exploração e do comércio ilegal, fazendo da sua conservação uma prioridade global.



               






São colhidas a nível global aproximadamente 50.000 a 70.000 espécies de plantas aromáticas e medicinais, estimando-se que cerca de 1.500 delas estejam listadas nos Anexos da CITES -Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção -  e mais de 800 no seu Anexo II. 

As práticas de cultivo e colheita de plantas aromáticas e medicinais garantem recursos vitais para muitas famílias em todo o mundo, sendo que uma em cada cinco pessoas depende de plantas silvestres, algas e fungos para a sua alimentação e rendimento.



A conservação e o comércio sustentável de plantas aromáticas e medicinais contribuem directamente para se atingirem várias metas do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, nomeadamente as: 

  • Meta 5, que apela à garantia do uso, da colheita e do comércio sustentáveis de espécies silvestres; 
  • Meta 10, que enfatiza a necessidade de gerir e restaurar ecossistemas que sustentem a biodiversidade; 
  • e Meta 9, que destaca o papel crucial dos povos indígenas e das comunidades locais na conservação, reconhecendo os seus conhecimentos e práticas sustentáveis. 

Mais de 20% das espécies vegetais utilizadas globalmente para fins medicinais e como aromáticas são consideradas ameaçadas de extinção pela Lista Vermelha da UICN, principalmente devido à sobre-exploração, à perda de habitat, às alterações climáticas e ao comércio internacional não regulamentado ou ilegal. 


A consciencialização, o reforço da regulamentação e a garantia da sustentabilidade quer da colheita quer do comércio são essenciais para a sobrevivência na natureza destes recursos vegetais inestimáveis na natureza.






World Wildlife Day 2026

This World Wildlife Day (3 March), we celebrate the vital role that medicinal and aromatic plants play in human health, heritage, and livelihoods. One in five people relies on wild plants, algae and fungi for their food and income. 

From cancer treatments to traditional remedies, these plants are lifesaving resources—yet around 9% face extinction due to habitat loss, overharvesting, and climate change. Protecting them means safeguarding both nature and our shared future.


      

World Wildlife Day 2026

https://wildlifeday.org/en


In 2026, World Wildlife Day (WWD2026) will shine a spotlight on the critical role of medicinal and aromatic plants.


People everywhere rely on wildlife and biodiversity-based resources to meet our needs - from food, to fuel, medicines, housing, and clothing. For us to enjoy the benefits and the beauty that nature brings us and our planet, people have been working together to make sure ecosystems are able to thrive and plant and animal species are able to exist for future generations.


World Wildlife Day is an opportunity to celebrate the many beautiful and varied forms of wild fauna and flora, to raise awareness of their many benefits to reminds us of the urgent need to step up the fight against wildlife crime and human-induced reduction of species, which have wide-ranging economic, environmental and social impacts.


This 2026 the theme of the international day, “Medicinal and Aromatic Plants: Conserving Health, Heritage and Livelihoods”, highlights the vital role of these plants in sustaining human health, cultural heritage, and local livelihoods, and showcases the growing pressures they face from habitat loss, overharvesting, and climate change.


Geração 'green'


03.03.2026



Saturday, March 03, 2018

S.O.S Orangotango de Bornéu !






Orangotango macho, Bornéu
Semenggok Forest Reserve Sarawak
BorneoMalaysia
créditos: Eleifert/Wiki Commons

O abate de árvores e as plantações à escala industrial nas florestas tropicais do Bornéu causaram o desaparecimento de 100.000 Orangotangos entre 1999 e 2015, alerta um novo estudo científico internacional.
O número é o resultado de 16 anos de trabalho de uma equipa internacional para saber o que está a acontecer ao Orangotango (Pongo pygmaeus), espécie ameaçada pela exploração mineira e pela indústria do óleo de palma, madeireira e de pasta de papel.


Orangotango de Bornéu (Pongo pygmaeus)
créditos: Eleifert

A situação crítica desta espécie levou a que, recentemente, mudasse de estatuto, passando a ser classificada Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), como Criticamente Em Perigo de extinção.
“O uso insustentável dos recursos naturais causou um declínio dramático dos Orangotangos do Bornéu”, (...) “Apenas 38 das 64 metapopulações que restam têm mais de 100 indivíduos.”
Investigadores,  artigo, revista Current Biology
As ameaças são várias. Só a desflorestação, por exemplo para criar espaço para as plantações de óleo de palma, pode dizimar mais 45.300 Orangotangos nos próximos 35 anos, estimam os investigadores. 
E depois, muitos animais vivem em populações pequenas e fragmentadas. “Estas não são viáveis e muito provavelmente vão desaparecer num futuro próximo.”
Os cientistas descobriram que os animais também estavam a desaparecer nas áreas ainda com floresta. 


Orangotango de Bornéu
créditos: Marc Ancrenaz
A causa? Segundo a investigadora Maria Voigt, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology (Alemanha). muitos Orangotangos estão a ser chacinados como retaliação por danos nas culturas.
O estudo refere que na região de Kalimantan morrem em média 2.256 Orangotangos por ano, devido a conflitos com as populações. 
“Isto é chocante e desnecessário. Os Orangotangos podem comer os frutos dos agricultores mas não são perigosos”.
Serge Wich
Segundo os investigadores, “parcerias eficazes com empresas madeireiras, cujas propriedades albergam a maioria dos orangotangos, são essenciais para travar o declínio destes animais”. 


 Female orangutans and her young
credits: Marc Ancrenaz

Female orangutans are occasionally killed for their young, which are sold on as pets, while others are killed for food or for venturing onto plantations or into gardens. 

Hunting and killing have driven a dramatic decline in the orangutan population on Borneo where nearly 150,000 animals have been lost from the island’s forests in 16 years, conservationists warn.




Orangutan in Borneo
credits: Marc Ancrenaz

Researchers estimate that the number of orangutans left on Borneo now stands at between 70,000 and 100,000, meaning the population more than halved over the study period which ran from 1999 to 2015. 

While the steepest percentage losses occurred in regions where the forest has been cut down to make way for palm oil and acacia plantations, more animals were killed by hunters who ventured into the forest, or by farm workers when the apes encroached on agricultural land, a study found.

“We need to work with people to help them understand that orangutans are not dangerous and that it’s illegal to kill them,” Wich said. One approach that might work, he said, is to have Indonesian and Malaysian role models raise awareness of orangutans through social media.



Orangutang babies rescued
credits: Caters

The super-cute snaps were captured by International Animal Rescue staff at their rehabilitation centre in Ketapang, West Kalimantan, in the Indonesian part of Borneo.

The youngsters - many of whom grew up in captivity as pets before being rescued - are being taught to climb, play and fend for themselves

The Mirror

Without fresh efforts to protect the animals, the numbers could fall at least another 45,000 in the next 35 years, the conservationists predict. The real decline could be worse, because the prediction is based only on habitat loss, and does not include killings.

The bleak assessment of the state of the Bornean apes comes from an international team of conservationists who compiled one of the most comprehensive reports yet on the animals, which in 2016 were declared “critically endangered” by the International Union for Conservation of Nature (IUCN)/ RED List . Read more here


Geração 'green'

4.03.2018

Creative Commons License

Tuesday, October 06, 2015

Um novo mamífero : Hog-nosed rat





Rato nariz rosado, Indonésia
créditos : Museum Victoria, Australia

Cientistas de vários países que estavam a trabalhar na Indonésia, descobriram uma nova espécie de mamífero, chamado 'rato do nariz achatado', ou 'rato com nariz de porco',devido às suas características inéditas, nunca antes observadas pelos cientistas.





Indonésia : ilha Sulawesi

O animal foi encontrado em uma zona montanhosa remota da ilha de Sulawesi, na Indonésia central, segundo os especialistas do Victoria Museum, Austrália.


Rato nariz rosado, Indonésia
créditos: Victoria Museum
http://assets0.exame.abril.com.br/
Além do nariz rosado, achatado e grande, em que as narinas têm uma forma semelhante à de um porco, o animal tem grandes orelhas, uma boca pequena e dentes frontais longos, segundo a mesma fonte. Nas fotos tiradas, o mamífero parece ter o mesmo tamanho de um rato.

O rato, cujo nome científico é Hyorhinomys stuempkei, tem características "nunca antes observadas pela ciência", segundo um comunicado do museu, divulgado hoje, terça-feira, 6 Outubro 2015.
A descoberta foi feita por uma equipe de cientistas de Indonésia, Austrália e Estados Unidos.

"Estou surpreendido por ter encontrado uma nova espécie de mamífero tão diferente das outras espécies que estão referenciadas pela ciência", disse Kevin Rowe, um dos cientistas do Victoria Museum.
Este mamífero é carnívoro e alimenta-se, provavelmente, de minhocas e larvas de insecto.
Pode ver vídeo da BBC Science aqui. Os cientistas explicam como encontraram esta nova espécie e apresentam as características do novo rato de nariz rosad.
Desaparecem espécies e aparecem novas espécies. Não é a primeira vez que nos referimos neste blogue verde à descoberta de novas espécies, o que é um facto muito positivo.




Hog-nosed rat, Indonesia
credits : Museum Victoria

A team of scientists have discovered a new species of rat in Indonesia.
The species, which has been named Hyorhinomys stuempkei - hog-nosed rat - has "distinct and unique features uncommon to other rats", they said.

Sulawesi island, Indonesia
https://upload.wikimedia.org/
Five of the rodents were discovered on Sulawesi island earlier in January by researchers from Australia, Indonesia and the US.
Museum Victoria's mammal curator Kevin Rowe said the species was "previously undocumented".
"We were on a mission to survey remote mountains in the area and to put evolution in Asia and Australia into context," 
Kevin Rowe
"Nothing is currently known about these rats and how widely they were distributed throughout the forests."



Remote forest Sulawesi island
credits : Getty Images
http://ichef-1.bbci.co.uk/
The elusive rat was first discovered in a remote forest on Indonesia's Sulawesi island.
"Obviously its nostrils which resemble a hog's, are very unique. But it also has a long face and larger ears for a rat of its size and lower teeth which are more in common with shrew rats," 




Hog-nosed rat, Indonesia
credits : Museum Victoria
"It also has pubic hairs that are very long and extended which we see in other Australian mammals."
Kevin Rowes
Watch the video on BBC Science here
The rats have since been preserved and are lodged in a museum in Indonesia.
Wow! That's amazing. 

Geração 'green'
06.10.2015
Creative Commons License
Sources:
SIC Notícias | BBC Science


Friday, June 26, 2015

Fósseis : conhece a Hallucigenia ?



credits : Danielle Dufault
Após uma descoberta de novos fósseis no Canadá, os cientistas conseguiram completar finalmente a imagem de um dos animais mais bizarros da natureza.
A Hallucigenia é uma minúscula criatura marinha que viveu há mais de 500 milhões de anos.
Os primeiros fósseis do animal foram descobertos há mais de 100 anos, mas estavam sempre incompletos, isto é, sem a cabeça do animal.
Mas a descoberta recente no Canadá de um conjunto completo de fósseis da criatura revelou pela primeira vez, para surpresa dos investigadores, a estranha cabeça da Hallucigenia.

credits: Nature.com
“A sua aparência é totalmente surreal. É como se tivesse vindo de outro planeta“
Martin Smith, investigador da Universidade de Cambridge e co-responsável pela investigação
O estudo, no qual também participaram investigadores do Royal Ontario Museum e da Universidade de Toronto, foi publicado na revista Nature.
A Hallucigenia tem menos de 2 centímetros de comprimento e é mais fina que um fio de cabelo. É claramente muito estranha.

credits : Martin R. Smith
Um dos lados do corpo em forma de tubo é coberto com vários pares de espinhos, grandes, e flexíveis. Do outro lado do corpo, há garras pegajosas penduradas.
Além disso, as novas descobertas mostraram que a criatura foi desenhada “de pernas para o ar” quando foi descrita pela primeira vez.
“Só recentemente é que descobrimos de que lado ficavam as patas e de que lado era o dorso”


Scientists finally have a complete picture of what one of nature's most bizarre animals looked like.
The tiny sea creature - Hallucigenia - lived 500 million years ago, but all fossils appeared to be without heads.

credits ; Jean Bernard Carron
New specimens unearthed in Canada have revealed the missing part, revealing its strange face for the first time.
Dr Martin Smith, from the University of Cambridge, said: "It looks completely surreal. It is like something from another world."



credits: Nature.com (journal)
The first Hallucigenia fossil was discovered more than 100 years ago, and it baffled scientists.
The creature was tiny - less than 2cm long and thinner than a hair - but very strange.
One side of its thin, tube-like body was covered in pairs of enormous spines, while flimsy, stick-like clawed appendages dangled from its other side.
"It's had a pretty chequered history," said Dr Smith, who carried out the study with Dr Jean-Bernard Caron, from the University of Toronto, Canada. Read more here
Wow! Amazing !
Geração 'green'
26.06.2015
Creative Commons License

Wednesday, May 21, 2014

Mary Anning, a paleontóloga pioneira na descoberta de fósseis ! Recursos






Mary Anning
antes de 1842
créditos: via Natural History Museum


Mary Anning é considerada a maior especialista na área da paleontologia. Conquista este epíteto, graças a uma série notável de descobertas  que permaneceram para além do seu tempo e que viverão para além do nosso.






Google Doodle Mary Anning 215º Aniversário
https://www.google.com/doodles/

  • Google Doodle:

Google não pára de homenagear mulheres nos diversos ramos da ciência com Doodles que marcam e relembram personalidades importantes nas diversas áreas. 

Depois de Dorothy Hodgkin, Gaetana Agnesi, o Doodle celebra neste dia, 21 de Maio, o 215º aniversário de Mary Anning.

A paleontóloga britânica é conhecida por ter descoberto o primeiro fóssil de ictiossauro ( ichthyosaur). Descobriu ainda outros répteis marinhos, que estão expostos no Museu de História Natural de Londres (NHM). ´




Primeiro ictiossauro ( ichthyosaur) 
Mary Anning
créditos: NHM


O Doodle retrata a sua grande descoberta: o primeiro fóssil de ictiossauro (ichthyosaur).

Anning nasceu em 21 Maio 1799, em Lyme Regis, Reino Unido. Foi aos 12 anos de idade que descobriu o fóssil de ictiossauro (ichthyosaur) na costa de Dorset, incrustado em um íngreme penhasco de Blue Lias na Escócia. O primeiro fóssil conhecido. Media cinco metros de comprimento.





Mary Anning & seu cão Tray [1799-1847]
créditos: 1º retrato anterior a 1842 preservado no Natural History Museum, London.
Última versão, cópia de B.J. M. Donne em 1847 ou 1850, creditada pela Geological Society, London.

Mary Anning é considerada a maior especialista na área da Paleontologia, graças à série notável de descobertas que continuam a ser muito admiradas.

Mas se o fóssil de ictiossauro (ichthyosaur) que ninguém vira, e a tornou célebre, é uma espécie de símbolo da sua obra, outras descobertas têm o seu nome associado a Anning.

Destacam-se os répteis marinhos antigos – como o plesiossauro (plesiosaur), um dos primeiros fósseis de pterodáctilo e o primeiro esqueleto de ptrosauro encontrado fora da Alemanha – alguns dos quais em exposição, actualmente, no Museu de História Natural de Londres (NHM)






Carta e desenho de Mary Anning anunciando descoberta de fóssil animal 
agora conhecido por Plesiosaurus dolichodeirus
26 December 1823
créditos: Mary Anning

A jovem Mary Anning vendia algumas das sua descobertas a turistas, para sobreviver, já que as mulheres cientistas não eram reconhecidas na época. No entanto, guardava muitas outras, tornando-se assim numa das grandes coleccionadoras de fósseis marinhos do Jurássico. 

Mary Anning, curiosamente nunca descobriu nenhum dinossauro. Quase perdeu a vida nesta sua paixão, quando foi arrastada pelo mar. Conseguiu sobreviver, ao contrário do seu cão Tray.

O seu trabalho contribuiu para mudanças fundamentais no pensamento científico sobre a história da Terra. 

Mais do que encontrar fósseis, Mary Anning inspirou a ciência e a sua obra mudou o pensamento científico sobre a Pré-História.




Fóssil descoberto por Mary Anning


Grande parte da vida de Anning foi dedicada à sua paixão. Construiu um espólio assinalável que nunca foi reunido no mesmo espaço.

O seu estatuto social e o facto de ser mulher,  impediu que Mary Anning integrasse a comunidade científica do seu tempo, fechada às classes mais ricas e poderosas e aos homens. Lamentável.

A jovem era pobre e só muitos anos mais tarde viria a ser reconhecida no círculo geológico da Grã-Bretanha, Europa e América. 

“O mundo usou-me maliciosamente”

Mary Anning

Charles Dickens, em 1865, escreveu que Mary Anning era “a filha do carpinteiro que “conquistou um nome por seu mérito e mereceu conquistá-lo”.

A paleontóloga morreu a 9 de Março 1847. 

Em 2010, o seu nome foi colocado, pela Royal Society, na lista de 10 mulheres de todo o mundo que mais influenciaram a história da ciência. 





Mary Anning
Pastel portrait by Benjamin John Merifield Donne, 1850
credits: The Geological Society of London

Today, Google celebrates the paleontologist Mary Anning with a Doodle on the 215th anniversary of the famous British fossil finder’s birth. 

She discovered the first ichthyosaur skeleton at the age of 12, as well as the first two plesiosaur skeletons ever found. 




Mary Anning's sketch of her first plesiosaur
credits: Mary Anning/ NHM

Mary Anning born on this day, 21 May 1799, was an English fossil collector, dealer, and paleontologist who became known around the world for important finds she made in Jurassic marine fossil beds in the cliffs along the English Channel at Lyme Regis in the county of Dorset in Southwest England. 

Her findings contributed to important changes in scientific thinking about prehistoric life and the history of the Earth.








Despite her growing reputation for finding and identifying fossils, the scientific community was hesitant to recognize her work. So sad ! Because she was a woman!

As a woman with a working class background, Anning did not always receive full credit for her work, but she was awarded a stipend by the Geological Society of London and named Honorary Member of the new Dorset County Museum one year before her death of breast cancer at age 47.





Mary Anning 
Natural History Museum

Today the Natural History Museum in London showcases several of Mary Anning's spectacular finds, including her ichthyosaur, plesiosaur and pterosaur. 

Much like they did two centuries ago, her fossils continue to captivate visitors from around the world. Read more here.

Mary Anning celebra


👉New: Books for students






The Fossil Woman A Life of Mary Anning
Tom Sharpe, paperback, 2021


Described as 'the greatest fossilist the world ever knew', a fully illustrated biography of Mary Anning is long overdue.





Fossil Hunter
How Mary Anning Changed the Science
of Prehistoric Life
Cheryl Blackford, 2022

A fascinating, highly visual biography of Mary Anning, the Victorian fossil hunter who changed scientific thinking about prehistoric life and would become one of the most celebrated paleontologists of all time.

  • Book: students can read some pages; 
  • Audiobook: they can listening a sample of the audiobook.

Students: Elementary up +10 years-old





Dinosaur lady
The Daring Discoveries of Mary Anning, the First Paleotonlogist
LindaSkeers
pictures: Marta Alvaréz Miguéns


A beautifully illustrated picture book biography of Mary Anning that will enlighten children about the discovery of the dinosaurs and the importance of female scientists.

Students: Primary up +4/5 years-old




BBC History | British Famous People | Mary Anning


BBC resources online: Ready to put your knowledge to the test? Answer these 5 questions about Mary Anning.

Dorset Museum Talk: Mary Anning, The Fossil Woman | 22 September, 7:00PM

National Museum of Wales: Join Tom Sharpe, formerly Curator of Paleontology and Archives at the National Museum of Wales, and author of ‘The Fossil Woman: A life of Mary Anning’, to examine what we know of the life of this extraordinary woman.





Ammonite
Frances Lee, 2020


Film Ammonite: 1840s England, acclaimed but overlooked fossil hunter Mary Anning and a young woman sent to convalesce by the sea develop an intense relationship, altering both of their lives forever.

Students: up+16 years-old* 



Geração 'green'

21.04.2014

update: 21.05.2022

Creative Commons License