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Saturday, July 26, 2025

Conheces o Saola ou 'Unicórnio Asiático' ? Será que a espécie ainda existe ?







Saola (Unicórnio asiático)
créditos: WWF

  • O saola (Pseudoryx nghetinhensis) foi descoberto pela ciência em 1992, tornando-se o mamífero de grande porte mais recentemente descoberto. O segundo mais recente foi o kouprey, descoberto em 1937.
  • Biólogos dinamarqueses e vietnamitas têm trabalhado juntos no estudo do secreto saola desde o início – começando com a sua descrição científica no início da década de 1990.
  • De acordo com a IUCN, provavelmente restam menos de 100 indivíduos, tornando-o um dos mamíferos mais ameaçados do mundo.




Saola (Unicórnio asiático)
via Google Images Archive

Um novo estudo internacional reacendeu as esperanças de conservação do saola (Pseudoryx nghetinhensis), uma das espécies mais raras do mundo, apelidada de “unicórnio asiático”. 

O animal, avistado pela última vez em 2013. nas florestas montanhosas entre o Vietnam e o Laos, poderá já estar extinto, mas os cientistas ainda envontram sinais que indicam a possibilidade da sua sobrevivência.

“Agora, a existência de saolas vivos não pode ser provada nem refutada”, afirmou Nguyen Quoc Dung, do Instituto de Planejamento e Inventário Florestal do Vietnam “Mas, dado o isolamento do seu habitat, ainda há sinais que nos dão esperança.”



Pesquisadores de vários países conseguiram sequenciar, pela primeira vez, o genoma completo da espécie, a partir de fragmentos de ossos e tecidos obtidos em residências de caçadores. 

O estudo publicado na revista Cell, revelou que a população do saola sempre foi reduzida, com menos de 5 mil indivíduos ao longo dos últimos 10 mil anos, e está dividida em dois grupos geneticamente distintos.





Saola
créditos: © WWF / David HULSE

“Ficámos supreendidos ao descobrir que a espécie está dividida em duas populações com diferenças genéticas relevantes”, disse o pesquisador Genís Garcia Erill, autor principal da pesquisa. “Essa diversidade complementar pode ser essencial para a sobrevivência da espécie.”

Com base nos dados genéticos, os cientistas defendem a criação de um programa de "reprodução em cativeiro" que reúna exemplares dos dois grupos identificados. 

“Se conseguirmos reunir ao menos uma dúzia de saolas – idealmente de ambas as populações –, o modelo mostra que a sobrevivência da espécie é possível”, afirmou Rasmus Heller, da Universidade de Copenhague.




Saola (Unicórnio asiático)


A nova base genética também pode impulsionar a busca por indivíduos vivos, usando tecnologias de rastreamento por DNA ambiental. 

“Agora temos ferramentas melhores para detectar fragmentos de DNA”, explicou Minh Duc Le, da Universidade Nacional do Vietnam.

Mesmo que o saola já esteja extinto, os dados reunidos representam um marco importante. Com os avanços da biotecnologia, os cientistas não descartam que a informação genética possa ser útil em projectos de desextinção no futuro.




Celll, cover, Vol 188
Junho 10 2025



The Saola, also known as the “Asian unicorn”, is one of the most distinctive and endangered large mammals in the world. No biologist has ever seen it in the wild and the only images of the species in the wild are from camera trap devices set up by conservationists in the forests of Lao PDR and Viet Nam. Since the species is so elusive and rare, few people are aware of the urgency of its conservation and how crucial it is to devote resources and conservation action before the species goes extinct and Viet Nam and Lao PDR lose one of their symbols of unique biodiversity.

WWF


  • Article

The saola (Pseudoryx nghetinhensis) is one of the rarest mammals in the world. This bovid was not scientifically described until 1993, making it the most recently described large land mammal. The last large land mammal discovered before the saola was the kouprey (Bos sauveli) in 1937., The saola is native to the forests of the Annamite mountain range along the border between Vietnam and Laos. It remains the only large terrestrial mammal that has yet to be observed alive by scientists in its natural habitat, despite the efforts of several research teams and conservation bodies (e.g., Long and WWF-Vietnam). Our very limited knowledge about this elusive animal is largely drawn from physical remains (primarily skulls and a few skins), anecdotes collected from inhabitants of the region, and five observations from camera-trapping surveys in Vietnam and Laos. 




Saola (Pseudoryx nghetinhensis)

credits: ©David Hulse - WWF

According to the International Union for Conservation of Nature (IUCN), it is Red Listed as critically endangered (CR). Its population size was assessed in 2015 to be 50–300 individuals, and its continued survival is in doubt. The saola faces threats from indiscriminate snaring and disturbance and loss of its forest habitat. Although over 20 individuals were captured alive by locals in the 1990s, attempts to keep them alive failed, likely due to a lack of professional care. Today, a major effort is underway to build a well-equipped captive breeding facility for saola in Vietnam, in the hope that live individuals can be captured and transferred to the facility as a last chance to save it from extinction. 

The plan is to use the captive population to reintroduce animals in a protected area where poaching is prevented. Due to its low and continuously declining population size, the outlook for the saola is extremely precarious, and its evolutionary history and genetic diversity have yet to be studied because of the paucity of sample material. Read more here



Geração 'green'

26.07.2025




sources: 

Cell, vol 188, 25 Junho 2025/ WWF/ Sustentix/ Biodiversidade/ Jornal Opção/ Ciência/ 

video Saola Foundation





Saturday, September 24, 2022

Dia Mundial do Gorila ! Relembrando Dian Fossey !

 







World Gorilla Day


E depois do Dia Mundial do Rinoceronte, eis que chega o Dia Mundial do Gorila celebrado desde 2017. Hoje, dia 24 de Setembro 2022 celebra-se o Dia Mundial do Gorila, marcando o 55º aniversário do Karisoke Research Center. 

O Dia Mundial do Gorila dá a oportunidade para pessoas de todo o mundo se unirem e celebrar os gorilas e, mais importante, tomar medidas para proteger os gorilas na natureza.

2017 foi o ano em que se celebrou pela primeira vez, do Dia Mundial do Gorila. Marcou ao mesmo tempo, o 50º aniversário do Karisoke Research Center, gerido pelo Dian Fossey Gorilla Fund. 



Estabelecido por Dian Fossey, Karisoke é o local de estudo de campo de gorilas mais antigo, dedicado à conservação, protecção e estudo de gorilas e seus habitats na África. 

Existem muitas grandes organizações e indivíduos dedicados a lutar pela sobrevivência dos gorilas, mas uma maior consciencialização e investimento são essenciais para salvar esta espécie. Os gorilas.





O trabalho de Dian Fossey a estudar e proteger a vida dos gorilas selvagens no Ruanda, Africa, tocou os corações das pessoas em todo o mundo. O seu empenhamento, coragem, e paixão, inspiraram muitos conservacionistas que a seguiram desde então. E o seu legado vive até hoje, nos programas de protecção de gorilas, ciência, educação e pessoas do Dian Fossey Gorilla Fund.





Diane Fossey no Ruanda

Entre as/os cientistas mais lendários do nosso tempo, Dian Fossey salienta-se pelo seu seu trabalho de investigadora dos gorilas. Fossey foi para a África a convite do famoso antropólogo Louis Leakey e aí começou o seu inovador estudo do comportamento dos gorilas. Enfrentou e superou muitos obstáculos e, finalmente, deu a sua vida pela protecção dos gorilas.




Google Doodle 82º Aniversário de Dian Fossey
https://www.google.com/doodles/


Dian Fossey, a zoologista norte-americana, grande desfensora e estudiosa do gorila, foi celebrada por Google que lhe dedicou um Doodle no dia 16 de Janeiro 2014, dia em que completaria o seu 82º aniversário. 







O seu legado mantém-se vivo em várias organizações e sociedades dedicadas a salvar da extinção esses primatas. Graças ao trabalho de Fossey, a consciência do mundo para com a extinção do Gorila-das-montanhas aumentou, e os animais são agora protegidos pelo governo ruandês e várias organizações internacionais de conservação, inclusive o The Dian Fossey Gorilla Fund International.






World Gorilla Day


After World Rhino Day, today, the 23 September 2022, marks the 55th anniversary of Karisoke Reseach Center.

World Gorilla Day creates the opportunity for people all over the world to come together in celebrating gorillas, and more importantly, taking action to protect gorillas in the wild. 

2017 was the inaugural year for World Gorilla Day and it also marked the 50th anniversary of the Karisoke Research Center, operated by the Dian Fossey Gorilla Fund. Established by Dian Fossey, Karisoke is the longest running gorilla field study site dedicated to the conservation, protection and study of gorillas and their habitats in Africa. There are many great organizations and individuals dedicated to fighting for their survival, but greater awareness and investment are essential to gaining ground for gorillas.



Dian Fossey
The Story behind the Gorillas in the Mist/ DVD


Fossey was an American zoologist who studied gorillas living in the mountain forests of Rwanda, Africa, in great depth over a period of 18 years.

Her extensive research greatly enriched the scientific community’s understanding of mountain gorillas.




Dian Fossey, Rwanda, 1982
credits: Associated Press


Dian Fossey’s work to study and protect the lives of the wild gorillas in Rwanda touched the hearts of people around the world. Her focus, courage and passion have inspired many conservationists who have followed since. And her legacy lives on today, in the gorilla protection, science, education and people programs of the Dian Fossey Gorilla Fund.

Dian Fossey gave us more time with the gorillas, but what we do with it is up to us. When you fundraise or donate to the Fossey Fund, YOU empower our teams in the field to help people and save gorillas…every single day of the year.

Geração 'green'

23.09.2022




Tuesday, September 20, 2022

Lobo Cinzento regressa à Cordilheira das Cascatas, no Oregon (USA)




Gray wolves
credits: Joel Sartore

Uma nova família de lobos foi avistada na Cordilheira das Cascatas, no Oregon (USA) de acordo com um relatório citado pelo site Inhabitat. Segundo o relatório, a família de lobos incluía dois adultos e dois bebés que foram captados em filmagens em Agosto 2022.


O site explica que o Departamento de Pesca e Vida Selvagem do estado de Oregon, Estados Unidos, designou a região onde os lobos foram encontrados como uma nova Área de Actividade do Lobo Conhecido. Quando uma área é classificada como AKWA, significa que os lobos foram avistados repetidamente e não apenas de passagem. 




credits: unknown
via CNN

Os dois lobos adultos foram vistos pela primeira vez por biólogos em Dezembro de 2021 e voltaram a ser encontrados em Agosto 2022. Boas notícias! Isso, indica, que os lobos ainda lá habitam. E, neste local, os lobos estão protegidos ao abrigo da Lei das Espécies Ameaçadas de Extinção.

“Estou tão grato por esta nova família estar a fazer a sua casa numa parte do Oregon onde os lobos estão protegidos pela lei federal”, 

Amaroq Weiss, defensor sénior dos lobos, Centro para a Diversidade Biológica, via Inhabitat.

Agora espera-se que o grupo volte a ser filmado antes do final de 2022. Se a área ainda tiver pelo menos quatro lobos até ao final de 2022, o DFW dar-lhe-á o nome de Warm Springs Pack.




credits: Alan and Sandy Carey/Nature Production,
 via Minden Pictures

“A matança ilegal de lobos é enorme, no Oregon, pelo que estes animais necessitam de toda a proteção possível. 

Espero que este seja um novo capítulo emocionante na história da recuperação dos lobos no estado, que está a ver os lobos a dispersarem-se em território onde não vivem há décadas.”

Amaroq Weiss

Os lobos cinzentos percorriam outrora a América do Norte com populações a atingirem as dezenas de milhar. Contudo, com os programas de extermínio do governo dos EUA nos séculos XIX e XX, o número diminuiu drasticamente. 

Felizmente, os esforços para reconstruir as populações de lobos estão lentamente a produzir resultados com o ressurgimento de pequenas matilhas, conclui o Inhabitat.




credits: Jacob W Frank/AP


The sighting of a new family of gray wolves in Oregon’s Cascade mountains has given wildlife advocates hope that the recovery of the endangered species in the state is gathering pace.

A new family of wolves has been spotted in the Cascade Mountains in Oregon, according to the state’s Department of Fish and Wildlife report released last Monday. 

The department said that biologists from the Confederated Tribes of Warm Springs photographed the wolves. The family included two adults and two pups seen on a trail camera last August.

The DFW has now secured the region where they were spotted and designated it as a new Area of Known Wolf Activity. When an area is classified as AKWA it means that the wolves have been spotted there repeatedly and not just passing through. The two adult wolves were first spotted by CTWS biologists in December 2021. 




credits: AP

Wolves were not seen again until a trail camera recorded the two pups in August this year. This is a happy indication that the wolves are still living there. Additionally, wolves in the Cascades are protected under the Endangered Species Act. 

“I’m so grateful this new family is making its home in a part of Oregon where wolves are still protected under federal law,” 

Amaroq Weiss, senior wolf advocate at the Center for Biological Diversity

Read more here


We are very happy because we defend Iberian Wolves since the beginning, here in Portugal.


Geração 'green'

20.09.2022



Sources: Green Savers/ Inhabitat

Saturday, August 20, 2022

SOS Dia da Abelha de Mel ou Apis Mellifera : espécie ameaçada !




Abelha-de-mel ou Abelha europea/ Apis
créditos: Emran Kassim / CC BY 2.0

Hoje celebra-se o Dia da Abelha-de-mel ou Abelha europeia. O Dia Mundial das Abelhas é celebrado a 20 de Maio, como já escrevemos.

A abelha-europeia (Apis mellifera) é uma abelha social, de origem europeia, cujas obreiras medem de 12 mm a 13 mm de comprimento e apresentam pelos do tórax mais escuros. 

É também conhecida como é abelha-de-mel, abelha europeia, abelha-alemã, abelha-comum, abelha-doméstica, abelha-do-reino, abelha-escura, abelha-Europa, abelha-preta e oropa.





Abelha mellifera ou Abelha europeia
créditos: Paul Reeves Photography/Getty Images
via Cosmos

A Apis mellifera mellifera é originária do Norte da Europa e do Centro-Oeste da Rússia, provavelmente estendendo-se até a Península Ibérica. Hoje, a espécie está introduzida em boa parte do mundo. 


Foi introduzida na América pelos ingleses e espanhóis. Vive em colónias permanentes, formadas por uma abelha-rainha ou abelha-mestra (no máximo, e excepcionalmente, duas), obreiras (entre 10 mil e 15 mil) e entre 500 e 1 500 zangões, que são os machos. As fêmeas diferenciam-se dos zangãos (machos) por possuírem ferrão.




Abelha de mel
créditos: Ivar Leidus

As abelhas-europeias são grandes, mais escuras, têm poucas listas amarelas no corpo e caracterizam-se pela língua curta, que dificulta o trabalho em flores profundas e as tornam mais nervosas e irritadiças. Por outro lado, adaptam-se com facilidade a diferentes ambientes.

O ferrão pode causar reacções alérgicas e, dependendo do número de ferroadas, chega a ser fatal. O ataque do enxame pode provocar a morte de animais.



Abelha mellifera ou Abelha europeia


Para reproduzir, a rainha ocupa-se exclusivamente de colocar ovos, cerca de 3 mil por dia. Quando uma colmeia necessita de uma fêmea fecunda, as obreiras constroem um alvéolo maior e nele são depositados os ovos. As larvas desses ovos recebem uma alimentação especial e convertem-se em rainhas.

A abelha-europeia (Apis mellifera) é um dos insectos mais conhecidos no mundo. A importância económica da espécie é reconhecida por produtores de mel, cera e geleia real. Na farmacologia, própolis e veneno são aproveitados.




Abelha de mel ou Abelha europeia/ Apis
créditos:  Andreas Trepte



Today we celebrate the European Honey Be. The World Bee Day is celebrated on the 20 May as our usual readers already read on our blog.

The western honey bee, Apis mellifera Linnaeus, naturally occurs in Europe, the Middle East, and Africa. This species has been subdivided into at least 20 recognized subspecies (or races), none of which are native to the Americas. However, subspecies of the western honey bee have been spread extensively beyond their natural range due to economic benefits related to pollination and honey production.

In the United States, “European” honey bees represent a complex of several interbreeding European subspecies including; Apis mellifera ligustica Spinola, Apis mellifera carnica Pollmann, Apis mellifera mellifera Linnaeus, Apis mellifera causcasia Pollmann, and Apis mellifera iberiensis Engel. 

Introduction of these subspecies dates back to early American settlers in 1622. More recently (late 1950s), a subspecies of African honey bee, Apis mellifera scutellata Lepeletier, that can interbreed with European subspecies was introduced into the Americas.




Western Honey Bee or Apis mellifera
credits: Ricks 

Public interest and participation in honey bee management (beekeeping) has increased since 2006 when the acute disappearance of worker bees from a colony was described as colony collapse disorder (CCD). 

Since that time, worldwide research efforts have focused on improving colony health and management techniques, and identifying possible causes of colony collapse disorder. Read more here

Geração green

20.08.2022