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Wednesday, October 02, 2019

SOS Preguiça ! Costa Risca põe em perigo esta espécie ! E falemos do Dia Mundial da Preguiça !






A Preguiça
credits: Toucan Rescue Ranch


A acção do homem está a por em perigo as populações de preguiças na América. 

Crescente número de pessoas na América Central e do Sul têm roubado do seu habitat estes mamíferos. O o ar simpático com que os animais se deslocam é ao mesmo tempo motivo de atracção e uma ameaça. 




Na Costa Rica, um abrigo acolhe vários espécimens que chegam feridos cada vez mais, devido a interferência humana. 






As histórias multiplicam-se. Leslie Howle, co-fundadora de Toucan Rescue Ranch conhece-as tão bem quanto as preguiças que alberga. 

É o caso de uma cria que "foi puxada com força pelas pernas por pessoas que queriam separá-la da mãe e levá-la como animal de estimação. Partiram-lhe os músculos da anca. Sofreu muito, de tal forma que não se conseguia mover.

 Leslie Howle




Preguiça com sua cria
credits: Toucan Rescue Ranch


Aos poucos, voluntários vão educando as preguiças a reproduzir pequenos gestos que seriam normais na natureza. Um percurso em que uma boa companhia é muito importante. 

"Aqui são desparasitadas e reabilitadas até estarem melhor de saúde. Depois, são colocadas num grupo com mais jovens, para que se familiarizem com outros espécimens que vão ser libertados, e para que não estejam sozinhos", 

Ana María Rosales, veterinária residente 

No final, o objectivo é sempre o mesmo. Devolver as preguiças à casa de onde nunca deveriam ter saído. A floresta.





créditos: Kirsten Luce, Nat Geo Image Collection

Mas em Outubro, dia 15 é Dia Mundial da Preguiça. Querem coisa mais fofa do que esta preguiça?

Uma cria de preguiça aconchega-se a um ursinho de peluche num centro de resgate em Manaus, Brasil. 

A fotografia foi tirada numa missão para uma investigação digital de Outubro de 2017 sobre o turismo de vida selvagem morta, nas cidades amazónicas.

National Geographic




Bicho preguiça
créditos: Getty Images


O Dia Internacional do Animal Preguiça, ou simplesmente Dia Internacional da Preguiça, celebra-se anualmente no terceiro sábado de Outubro, para fazer uma pausa neste comprido mês.

Não é uma data oficial. Existem dois objetivos para esta data: aprender a viver mais lentamente, e melhor, tendo como exemplo a preguiça e chamar a atenção para os problemas que este animal enfrenta.

Apesar de estar sempre com uma expressão de alegria no rosto, a preguiça é vítima de caçadores, é vendida como animal de estimação, morta por carros, por cabos elétricos, entre outros perigos.

Perigos que nesta publicação já foram desenvolvidos e que continuam a persistir.

O primeiro Dia Internacional do bicho-Preguiça celebrou-se em 2010, na Colômbia, por acção da AIUNAU, uma organização sem fins lucrativos de protecção animal, tendo obtido relevo mundial ao longo dos anos.





Baby sloth
credits: Toucan Rescue Ranch


Man's action is endangering the sloth populations in South America and Central America. 

A great number of people in Central and South America have stolen these mammals from their habitat. Their friendly air and the way they move are a source of attraction and a threat.





The stories multiply. Leslie Howle, co-founder of Toucan Rescue Ranch knows them as well as her sloths.

This is the case of a baby sloth that "was pulled hard by its legs by people who wanted to separate it from the mother and take it as a pet. The hip muscles were broken. She suffered so much that she could not to move.






Volunteers gradually educate sloths to relearn small gestures that would be normal in nature. A path in which a good company is very important.





Baby sloth
credits: Toucan Rescue Ranch


"Here they are rehabilitated until they are in better health. Then they in a group with younger people to familiarize themselves with other specimens to be released, and not to be alone,"

Ana María Rosales, resident veterinarian

In the end, the goal is always the same. Return the sloths to the house they should never have left, the forest.

But, do you know that slots have a International Day? The International Sloth Day is celebrated annually on the third Saturday of October, to take a break from this long month.

It is not an official date. There are two goals for this date: to learn to live slower and better, taking as an example laziness and to draw attention to the problems that this animal faces.




Sloth
credits: iStock

Despite always having a happy expression on his face, the sloth is the victim of hunters, is sold as a pet, killed by cars, electrical cables, among other dangers.

Dangers that have already been developed in this publication and that continue to persist.

The first International Sloth Day was celebrated in 2010, in Colombia, by the action of AIUNAU, a non-profit animal protection organization, having gained worldwide importance over the years.


We can help by adopting a sloth. symbolically !

Geração 'green'

updated : 20.10.2022

02.10.2019

Creative Commons License


Wednesday, September 06, 2017

6ª Extinção em massa de Vida na Terra !




Illustration by David Hughes





Gibão-cinzento
créditos: D.R. Gerardo Ceballos

Metade dos animais que em um dia povoaram a Terra desapareceram. O último pombo-correio (Ectopistes migratorius) morreu cativo no zoológico de Cincinnati (EUA) em 1914.


Pombo-correio
créditos: Getty Images

Na prática, a ave que tinha sido a mais abundante do planeta estava havia anos em processo de extinção.

Décadas antes, o pombo-correio percorria os céus da América do Norte em bandos de milhões.

Mas com a chegada de colonos, alteraram seu habitat e caçaram-no até que restassem os pombos nozoos

A história é velha, mas continua repetindo-se. Um estudo mostra que hoje cerca de um terço dos vertebrados terrestres perdeu a maior parte dos exemplares que chegaram a ter. E esse é o prelúdio da sua extinção.





Morcego Pipistrellus, Ilha de Natal
créditos: LindyLumsden/ via Mongabay

Não tocaram sinos quando morreu o último peixe da espécie Megupsilon aporus ou quando desapareceu o último morcego Pipistrellus da Ilha de Natal. 

Mas os cientistas avisam que estas extinções são o prelúdio para uma extinção em massa a nível global. A 6ª extinção em massa de vida na Terra está a acontecer de forma mais rápida do que se previa, resultando numa "aniquilação biológica" da vida selvagem, alertam.

Duas espécies de vertebrados desaparecem para sempre todos os anos, em média, mas apesar deste ritmo parecer lento, investigadores da Universidade de Stanford alertam para a tendência de declínio: segundo um estudo publicado em Julho 2017, mais de 30% das espécies vertebradas estão em declínio, tanto em termos de população como de distribuição geográfica.




Elefantes, Africa
créditos: Tony Karumba( AFP

"Trata-se de uma aniquilação biológica que ocorre a nível global, mesmo que as espécies a que pertencem estas populações ainda existam em algum local na Terra", afirma um dos autores do estudo, Rodolfo Dirzo, professor de biologia na Universidade de Stansford.

De acordo com a agência France Presse, os investigadores traçaram a carta da distribuição geográfica de 27.600 espécies de pássaros, anfíbios, mamíferos e répteis, uma amostra que representa quase metade dos vertebrados terrestres conhecidos. Analisaram declínios de população numa amostra de 177 espécies de mamíferos entre 1990 e 2015.




credits: Gerardo Ceballos, Paul R. Ehrlich & Rodolfo Dirzo
science researchers

  • Destes 177 mamíferos, todos perderam pelo menos 30% das suas áreas geográficas e quase metade perdeu pelo menos 80%.

    Cerca de 40% dos mamíferos, entre eles rinocerontes, orangotangos, gorilas e grandes felinos, sobrevivem com 20% menos de território do que seria desejável.

    O declínio dos animais selvagens é atribuído sobretudo ao desaparecimento do seu habitat, ao consumo excessivo de recursos, à poluição e ao desenvolvimento de espécies invasivas e de doenças. As alterações climáticas também têm contribuído e este declínio tem-se acelerado, alertam os investigadores.



    Girafas/ Ithala Game Reserve, 
    northern KwaZulu-Natal, South Africa
    credits: Luca Galuzzi

    "Algumas das espécies que estavam relativamente seguras há 10 ou 20 anos", como os leões e as girafas, "estão agora em perigo", avisam.

    Esta "perda massiva" em termos de população e de espécies "é um prelúdio do desaparecimento de muitas outras espécies e do declínio do ecossistema que torna a civilização possível", advertiu o autor principal do estudo, Gerardo Ceballos, da Universidade Nacional Autónoma do México.

    Os investigadores apelam ainda a que se faça algo contra as causas deste declínio da vida selvagem, em especial a sobrepopulação e o excesso de consumo.




    A rare male king cheetah, a lion, a pangolin and a orangutan
    credits: Clockwise from top left: John Wessels/AFPr/ Getty Images, Ben Curtis/AP, Roslan Rahman/AFP/ Getty Images, Ulet Ifansasti/ NYT

    Clockwise from top left: A rare male king cheetah, a lion, a pangolin and a orangutan, all members of species that have experienced sharp declines in recent decades.

    From the common barn swallow to the exotic giraffe, thousands of animal species are in precipitous decline, a sign that an irreversible era of mass extinction is underway, new research finds.

    The study, published Monday in the Proceedings of the National Academy of Sciences, calls the current decline in animal populations a “global epidemic” and part of the “ongoing sixth mass extinction caused in large measure by human destruction of animal habitats. The previous five extinctions were caused by natural phenomena.




    crédits: Gerardo Ceballos, PNAS 2017/ UICN

    Gerardo Ceballos, a researcher at the Universidad Nacional Autónoma de México in Mexico City, acknowledged that the study is written in unusually alarming tones for an academic research paper. 

    “It wouldn’t be ethical right now not to speak in this strong language to call attention to the severity of the problem,” 

    Gerardo Ceballos

    Dr. Ceballos emphasized that he and his co-authors, Paul R. Ehrlich and Rodolfo Dirzo, both professors at Stanford University, are not alarmists, but are using scientific data to back up their assertions that significant population decline and possible mass extinction of species all over the world may be imminent, and that both have been underestimated by many other scientists. Read more 


    Geração 'green'

    06.09.2017

    Creative Commons License


    References:

    DN/ Sociedade/ NYT/ Climate