Sunday, December 03, 2017

Esquilos Vermelhos em Portugal ? Sim, eles voltaram !





Esquilo vermelho
créditos: Peter Trimming
Em Portugal, os esquilos estiveram extintos durante centenas de anos, por falta de habitat. Mas na década 80 começaram a atravessar a fronteira pelo Minho e já chegaram ao Tejo, onde se encontram fora de perigo. 
Ao todo, nos últimos anos, foram feitos 1.400 avistamentos de esquilos-vermelhos entre o Rio Minho e o Rio Tejo, revelou a Universidade de Aveiro em comunicado hoje, dia 22 Novembro 2017.






Esquilo vermelho
créditos: Hugo de Sousa
“Os esquilos estão definitivamente de volta ao território nacional”, 
Universidade de Aveiro, comunicado médias
No comunicado enviado às redações, partilha-se as conclusões do estudo do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro sobre a distribuição do esquilo-vermelho. 
A equipa de investigadores lançou um inquérito online e contou com a ajuda de várias centenas “de cidadãos anónimos que nos últimos anos avisaram os investigadores sempre que viam o simpático animal”.




Esquilo vermelho
créditos: Hugo de Sousa
O resultado? 1.400 avistamentos, um resultado que foi publicado no último número da revista European Journal of Wildlife Research.
“Comparativamente ao estudo anterior, realizado em 2001 e que indicava que o esquilo ocorria apenas a norte do rio Douro, verifica-se hoje uma grande expansão desta espécie nas últimas duas décadas”, 
Rita Gomes Rocha, bióloga 




Esquilo vermelho
créditos: Luis Ribeiro
via Esquilo Vermelho em Portugal Facebook
A coordenadora do estudo aponta ainda a boa notícia de “existirem alguns registos esporádicos a sul do rio Tejo, que podem indicar uma contínua expansão em locais onde existe habitat e recursos disponíveis para o esquilo”.
Este roedor anda sobretudo pela copa das árvores e embora se chame esquilo-vermelho, a sua cor varia do castanho ao preto.





Projecto Esquilo Vermelho
Projeto Esquilo Vermelho foi lançado em 2014 pela Unidade de Vida Selvagem da UA e baseia-se “na cidadania ativa na recolha de dados científicos, ou a chamada Ciência Cidadã”.





Squirrel
credits: Simbe 90
In Portugal, the red squirrels have been extinct for hundreds years, due the lack of habitat. But in the 1980s they started crossing the border from Spain to Portugal through the Minho, on the north and have already reached the Tagus river.

Now the squirrels are out of danger and can stay and survive in Portugal.





Red Squirrel in Portugal
credits: Paulo Loureiro

Since the 80's until 2017 1 400 sightings of red squirrels have been detected between the Minho River, on the north, and the Tagus River, on the center, said the University of Aveiro in a statement last November 22, 2017.

The Red Squirrel Project is the responsable of the project and it belongs to the University of Aveiro, Department of Biology /DB.

Wonderful neews! We are nature defenders of nature and of course of the species.

Geração 'green'

03.12.29017

Creative Commons License

Referências:
Wilder/ Natureza
Obervador/ Animais

Sunday, November 12, 2017

Vamos ! Plantar Portugal... com espécies autóctones !





http://www.plantarportugal.org/


A 8ª Edição da 'Semana da Reflorestação Nacional' é uma iniciativa que se realiza todos anos por altura da celebração do Dia da Floresta Autóctone.


Desde 2011 que participámos neste evento, não só na divulgação, como no apoio à reflorestação de Portugal, este ano tão dizimado pelos fogos.





Portugal 2017
créditos: REUTERS/Rafael Marchante

Segundo o relatório do ICNF "A base de dados nacional de incêndios florestais (Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais – SGIF) regista, no período compreendido entre 1 de Janeiro e 31 de Outubro de 2017, um total de 16.981 ocorrências (3.653 incêndios florestais e 13.328 fogachos) que resultaram em 442.418 hectares de área ardida de espaços florestais, entre povoamentos (264.951ha) e matos (177.467ha)".


(...)

"O ano de 2017 apresenta, até ao dia 31 de outubro, o 6.º valor mais elevado em número de ocorrências e o valor mais elevado de área ardida, desde 2007. Até 31 de outubro de 2017 há registo de 1.446 reacendimentos, menos 8% do que a média anual do período 2007-2016.(...)







Portugal 2017
créditos: Miguel Vidal

Vimos centenas de imagens de florestas queimadas. E sentimo-nos impotentes perante tal devastação. 






Mata Nacional de Leiria
Pinhal do Rei
créditos: LUSA


Nem o secular Pinhal de Leiria se salvou. Recorde-se que nesse fim-de-semana, 80% da Mata Nacional de Leiria ardeu devido aos incêndios. O Pinhal de Leiria, ou do Rei, com 700 anos, pertence ao Estado. 






"A destruição em 24 horas do que demorou 700 anos a construir... Não gostamos de o ver assim queimado, despido e escuro... Que o povo que tem aqui raízes tenha vontade de o renascer!", escreveu a página da empresa de fotografia, vídeo e design. O vídeo da empresa Creative Eye partilhado no Facebook mostra árvores queimadas, vegetação destruída e várias áreas cinzentas. 




A edição deste ano 
decorre entre 15 e 30 de Novembro. Durante este período, a organização convida cidadãos, escolas, freguesias e municípios das diferentes regiões a unirem-se para Plantar Portugal, dedicando um dia à reflorestação do país e à defesa e promoção das espécies autóctones.






Reflorestação espécies autóctones
créditos: Miguel Manso/ Arquivo


Neste ano, em que os incêndios florestais afectaram dramaticamente o nosso país, considera-se ser da maior importância aproveitar esta iniciativa para se restitui parte do que foi perdido e prestar uma homenagem a todas as vítimas deste flagelo nacional.

"Consideramos também ser urgente que, para além do reforço das acções de prevenção dos incêndios florestais, seja estabelecida uma estratégia nacional que aposte de forma decisiva e inequívoca no reordenamento florestal e na revitalização económica e social do interior de Portugal."

Convidam-se pois todas as p
essoas, adultos e jovens estudantes que se preocupam com o meio ambiente e sintam que é importante participar neste desígnio nacional, a dar o seu contributo em prol da defesa da biodiversidade e promoção da floresta autóctone portuguesa.








Na Semana da Reflorestação Nacional - Uma iniciativa de Reflorestação Nacional do Movimento Plantar Portugal a Defender a Floresta e a Reflorestar Portugal, todos  vamos juntar-nos ao movimento e durante uma semana iremos ao encontro da floresta para a Vivenciar, Proteger e Plantar Portugal, respeitando a biodiversidade e as espécies autóctones.

Participa neste movimento nacional de cidadania activa, que pretende unir a sociedade em torno do desígnio de tornar Portugal um país mais sustentável, através da valorização das Florestas, Agricultura e Meio Ambiente. 

Convida amigos e familiares a juntarem-se ao movimento para que sejamos cada vez mais a "lançar sementes para um futuro mais saudável, ecológico e sustentável para todos".





Incendies au Portugal, octobre 2017
crédits: pompier Hélio Madeira

Cet été, et début automne (octobre), des gigantesques feux de forêt ont fait plus de 100 morts et et un numéro assez granddans le nord et centre du Portugal.

Dans le centre du Portugal, la plupart des victimes ont été piégées par les flammes dans leurs voitures, en essayant de s'epacher des feux.

Des milliers de pompiers et l'Armée et plus de 800 véhicules, helycopthères et canadairs venus de pays européens, ont été mobilisés pour contrôler les incendies qui ont duré des semaines.



Vouzela Portugal
credits: Pablo Blazquez Dominguez/Getty Images


"Malheureusement, c’est sans doute la plus grande tragédie que nous ayons connue ces dernières années sur le front des incendies de forêt".
Plusieurs villages ont été touchés et plans d’évacuation ont été mis en œuvre pour certains d’entre eux.
Un deuil national fut décrété deux fois, en août et en octobre 2017.



Le mouvement Plantar Portugal qui a lieu pour la 8e fois, appelle cette année à une participation massive des citoyens, et écoles de tout le pays à venir planter un arbre des espèces autoctones afin de reboiser les forêts et bois du Portugal.
Si vous habitez au Portugal ou faites du tourisme local, venez vous aussi vous joindre à ce mouvement dans la région où vous habitez ou visitez. 
Merci à tous !
Geração 'green'
12.11.2017
Creative Commons License

Friday, October 20, 2017

Cadela Lulu foi 'despedida'... mas já tem novo tutor !





Lulu

Lulu, uma cadela labrador de cor preta que pertencia ao grupo de cães do programa K9 da CIA, deixou claro que não estava interessada em procurar explosivos. Por isso, foi "despedida".

Os treinadores do programa K9 têm uma premissa: os cães têm de saber o que estão a fazer. 

Mas, nem todos os cachorros demonstram aptidão para as tarefas que lhes saó apresentados. Este foi o caso de Lulu, uma cadela labrador de cor preta que não aprendeu a encontrar explosivos.




Lulu

Umas semanas depois de ter iniciado os treinos, Lulu começou a mostrar que não estava interessada em detectar explosivos, poder ler-se num comunicado da CIA
Contudo, os cães em treino também têm 'dias maus', como qualquer estudante. Por vezes a preguiça impera e os dias não são rentáveis. Mas isso dura  um dia ou dois. 
No caso de Lulu, tal não se verificou. Não havia mesmo nada a fazer! Assim, os treinos foram dados por terminados.
Mesmo incentivada, como comida, por exemplo, Lulu não mostrava interesse. Lulu não nasceu para trabalhar na CIA. 
Os treinadores, que preservam sempre o bem-estar dos animais, optaram por tomar a difícil decisão de a 'despedir' do programa k9.
"Vamos sentir a falta da Lulu, mas esta foi a melhor decisão para ela", escreveu a CIA.

Lulu passa o tempo junto do seu melhor amigo Harry
créditos: CIA
Esperem! Esta história tem um final feliz! Lulu encontrou um novo dono. 
Quando os cachorros saem do programa, há a possibilidade de serem adoptados pelos treinadores. Foi o cso de Lulu. 
Os cães são os seus companheiros e tornam-se parte da família", lê-se no comunicado. 
Wow! Ficamos felizes com esta adopção. Afinal, todos nós temos as nossas capcidades. Não somos todos iguais. E Lulu preferiu uma vida mais caseira.



Lulu

For our K9 trainers, it’s imperative that the dogs enjoy the job they’re doing. Sometimes, even when a pup tests well and they successfully learn how to detect explosive odors, they make it clear that being an explosive detection K9 is not the life for them. 




Lulu

Such is the case for one of the fall 2017 “puppy class” pups. We are sad to announce that Lulu has been dropped from the program.

When a dog is dropped or retires from our program, the handler or handler’s family is given the chance to adopt them. Most handlers, of course, choose to do so. 

The dogs are their partners and have become members of their family, even after just a few weeks of training together.




Lulu plays in the backyard

Lulu was a adopted by her loving handler, who had the chance to work with her during imprint training. She now enjoys her days playing with his kids, sniffing out rabbits and squirrels in the backyard, and eating meals and snacks out of a dog dish. 

We’ll miss Lulu, but this was the right decision for her. We wish her all the best in her new life. 

We are happy to know Lulu now feels good now at home!

Geração green

20.10.2017

Creative Commons License

Sources: Sapo/ Actualidade/ CIA/ News & Information


Saturday, October 14, 2017

Aguia imperial envenada ? Espécie em risco de extinção





Águia imperial ibérica
créditos: Autor não identificado

Uma águia-imperial ibérica (Aquila adalberti), espécie em perigo crítico de extinção, foi encontrada morta esta semana no Alentejo. Suspeita-se de envenamento, segundo revelou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Na passada segunda-feira, dia 9 de Outubro. o ICNF foi contactado pela Junta de Andaluzia no sentido de verificar o que estava a suceder com uma águia-imperial-ibérica, nascida em Espanha, e cujo sinal de satélite indicava a sua presença na zona do Azinhal – Mértola, em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG).


Águia imperial ibérica
créditos: Autor não identificado
Os emissores de satélite, colocados nos animais para seguimento da sua dispersão e da evolução da população a nível ibérico, têm um mecanismo que permite detectar a morte por alteração do tipo de sinal enviado. Foi deste modo que as suspeitas levaram os técnicos daquela área protegida a deslocar-se ao local de transmissão do sinal e confirmar a ocorrência.
A ave acabou por ser encontrada morta, “apresentando indícios de morte por envenenamento”.



Águia imperial ibérica
créditos: REUTERS/ LaSZLO BALOGH

Este é o sexto exemplar de águia-imperial-ibérica que sucumbe, com fortes indícios de veneno, nos últimos quatro anos no Alentejo, comprometendo o sucesso de reprodução desta ave no sul de Portugal.
O cadáver foi enviado para o “para confirmar a causa, determinar o tipo de veneno utilizado e como se procedeu à sua ingestão”.
Entretanto, a zona envolvente foi rastreada pela equipa cinotécnica do SEPNA – Serviço de Ambiente da GNR, juntamente com Vigilantes da Natureza do PNVG à procura de outros indícios.


Águia imperial ibérica
créditos: ICNF

“Encontrar um isco com veneno é um trabalho determinante nestas situações na medida em que o isco permanecerá no campo, acessível a toda a fauna, selvagem e doméstica, e inclusive acarretando riscos para o próprio ser humano. Por essa razão o binómio humano-cão de que hoje se dispõe para vigilância nas áreas naturais, é uma mais-valia.”
O ICNF salienta que “a eliminação de espécies selvagens através da utilização de venenos é um método ilegal e perigoso. Os venenos são utilizados por várias razões, sendo uma das mais graves e importantes, a diminuição da predação sobre espécies pecuárias e cinegéticas”. 
No entanto, lembra que há "soluções de prevenção e de controlo, passíveis de autorização pela administração sem recorrer a meios ilegais como o veneno”.




Milhafre com sintomas de envenenamento grave
ZPE de Castro Verde

Embora o veneno não lhes seja dirigido, só no último ano foram encontrados mortos na zona de Castro Verde e Mértola, 13 milhafres, duas cegonhas e três águias-imperiais-ibéricas, podendo ser apenas uma parte dos exemplares potencialmente afectados.
A ave agora encontrada é a terceira nascida na região da Andaluzia e que acaba por morrer em Portugal.



Águia imperial ibérica

A águia-imperial-ibérica ocorre exclusivamente na Península Ibérica e constitui uma das aves mais ameaçadas na Europa. 
Existem cerca de 500 casais em toda a Península Ibérica e, desde 2004, que é alvo de um memorando de entendimento entre Portugal e Espanha para a sua recuperação. 
Em 2017, nidificaram 15 casais em Portugal, no interior ou na área envolvente das ZPE do Tejo Internacional, Erges e Ponsul, de Veiros, de Castro Verde e do Vale do Guadiana. 
Nestes ninhos nasceram pelo menos 17 crias e, destas, 15 já voaram com sucesso. No entanto, até à data, o ICNF também registou 31 situações de desaparecimento de pelo menos um dos progenitores de entre os casais reprodutores identificados.




Un águila imperial junto a sus pollos 
créditos: Europa Press
El águila imperial es el ave rapaz forestal de mayor porte presente en la Península Ibérica y por ello una de las más perseguidas a través de disparos o veneno

La destrucción de su hábitat o la caída de las poblaciones de su presa principal, el conejo, así como la muerte en tendidos eléctricos supuso casi la extinción en la década de los años setenta y ochenta del pasado siglo, motivando su catalogación en peligro de extinción en toda España y Portugal.

En 2017, nidificaron 15 parejas en Portugal, en el interior o en el área circundante de las ZPE del Tajo Internacional, Erges y Ponsul, de Veiros, de Castro Verde y del Valle del Guadiana.

En 1999, en Castilla y León la situación de su población se redujo a 16 parejas confinadas en el sur de las provincias de Ávila y Segovia. 



Un águila imperial ibérica muerto
créditos: Ical
Un joven ejemplar de águila imperial ibérica ha sido hallado muerto al sur de la provincia de Alentejo, Portugal con aparentes causas externas de veneno. Su cadáver ha sido trasladado por los agentes medioambientales al Centro de Recuperación de Fauna Salvaje para determinar al causa de su muerte.
Esta especie se encuentra estrictamente protegida y está catalogada como «en peligro de extinción», según el Catálogo Nacional de Especies Amenazadas, han informado a Europa Press la Asociación para la Conservación y el Estudio de la Naturaleza de Valladolid (Acenva), y el Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (IGNF) Portugal.
El hecho de que el ejemplar no presentara signos externos de la causa de la muerte, su juventud, y en la zona donde ha sido hallado hace que no se descarte, hasta la realización de la necropsia, que la causa del fallecimiento pudiera estar relacionada con el veneno.
Geração 'green'
14.10.2017
Creative Commons License
Referências:
Wilder/ El Mundo