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Tuesday, February 23, 2016

Já há 16 linces Ibéricos a viver em Portugal





Lince Ibérico em Portugal

Há mais três linces ibéricos libertados no Alentejo. Sobe assim para 16 o número de linces ibéricos que vivem livres na natureza em Portugal, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o ICNF informa que os três linces hoje libertados, no Parque Natural do Vale do Guadiana, no concelho de Mértola, no distrito de Beja, são as fêmeas Mesquita e Malva e o macho Mel. Os nomes foram escolhidos pela população e homenageiam o património local.



créditos: Luis Forra/ Lusa
Os três animais nasceram na Primavera de 2015 e têm nomes iniciados pela letra “M” por uma razão de identificação. Têm também um emissor que permite segui-los e monitorizar os seus movimentos no terreno, segundo o ICNF.
Com a libertação de Mesquita, Malva e Mel eleva pois para 16 o número de linces ibéricos que vivem livres na natureza, no concelho de Mértola, desde Dezembro de 2014, quando começou a libertação de exemplares da espécie em território português, no âmbito do projecto de Recuperação da Distribuição Histórica do Lince-Ibérico em Espanha e Portugal “LIFE+Iberlince”.
No âmbito da 2.ª época de reintrodução da espécie em Portugal, que prevê a libertação de um total de nove linces-ibéricos, este ano no concelho de Mértola, já foram libertados sete animais, ou seja, Mesquita, Malva e Mel, hoje, as fêmeas Myrtilis e Mirandilla e o macho Monfragüe, no dia 25 de Janeiro, e a fêmea Macela, no dia 08 de Fevereiro.



Lince Ibérico em Portugal
fêmea “Kayakweru”
No âmbito da 1.ª época de reintrodução da espécie em Portugal, que arrancou em Dezembro de 2014 e decorreu até maio de 2015, foram libertados, no concelho de Mértola, 10 linces-ibéricos, mas só 09 estão vivos. Em Março 2015, a fêmea “Kayakweru”, que tinha sido libertada no mês anterior, foi encontrada morta por envenenamento.
SegundoMyrtilis projecto de Recuperação da Distribuição Histórica do Lince-Ibérico em Espanha e Portugal LIFE+Iberlince reuniu esforços de parceiros institucionais e da sociedade civil para “conseguir o retorno da espécie a várias áreas da Península Ibérica” e também “novas oportunidades de revitalização destes territórios”.

Actualização:

A fêmea de lince-ibérico Myrtilis foi encontrada morta esta terça-feira, dia 02 Março, informou hoje o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).


Lince Ibérico

Myrtilis fazia parte do grupo de três linces ibéricos, duas fêmeas e um macho, que tinham sido libertados na natureza, no dia 25 de Janeiro 2016, no âmbito da 2.ª época de reintrodução da espécie em Portugal.

Myrtilis é o segundo exemplar de lince-ibérico encontrado morto de entre os 16 animais já libertados no Parque Natural do Vale do Guadiana, no concelho de Mértola, no distrito de Beja, desde Dezembro de 2014.
A fêmea Kayakweru, que tinha sido libertada na natureza em Fevereiro de 2015, no âmbito da 1.ª época de reintrodução de lince-ibérico em Portugal, foi o primeiro exemplar de lince-ibérico a ser encontrado morto, em Março daquele ano, depois de ter sido vítima de envenenamento.


Lince Ibérico em Portugal
Actualmente, o lince é “uma espécie emblema e chave dos ecossistemas” e a sua conservação “beneficia muitas outras espécies selvagens e potencia atividades humanas, que conciliam o uso e a preservação de habitats naturais”, segundo o ICNF, frisando que “a reintrodução é um programa de longo prazo, que requer um reforço regular de animais e apoio da sociedade”.



Selos Portugal
créditos: ilustração Fernando Correia

A reintrodução do Lince Ibérico teve direito a uma edição especial de cinco selos lançada pelos CTT.


Selos Portugal
créditos: ilustração Fernando Correia

É uma história contada em cinco selos que tem o lince-ibérico como protagonista. O lince-ibérico, um dos mais ameaçados de extinção em todo o mundo, classificado como “criticamente em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza foi desenhado pelo biólogo e ilustrador científico Fernando Correia em cinco selos dos CTT. 

Os selos foram lançados em Maio 2015, no Centro Cultural de Belém, Lisboa, e estão à venda nas estações de correio.



Iberian Lynx in Portugal
credits: Maote

The Iberian lynx is one of the most endangered carnivore  species in the world and the most endangered carnivore in Europe. The Iberian lynx is prevalent in the Iberian Peninsula in Southern Europe.

In Portugal four regions are prepared to the reintroduction of the Iberian lynx : Mértola, Moura-Barrancos and Serra da Malcata. The first one has been released in Mertola, Alentejo, Portugal. Eight lynxs born in captivity. The first two Iberian lynxs, a female Jacandará and a male Katmandu have been released last December 2014 in Mertola, Alentejo, Portugal.

The second one, in February 2015 two others, have been released in Mertola.

Now on the 19th Febraury 2016 three new Iberian Lynx have been released in Alentejo.

There are at the moment 16 Iberian lynx living free in wild nature.

Update:

Myrtilis the female Iberian Lynx released last February was founded death today, the 2 March. 

The ICNF is studying the causes of her death.



Iberian Lynk Stamp Collection
credits: illustration Fernando Correia

Last year on May 2015, the Portuguese Mail has released a Iberian Lynk Stamp Collection. Five stamps celebrate the reintroduction of one of the most endangered species in the wild world in Portugal.




Iberian Lynk Stamp Collection
credits: illustration Fernando Correia


Well, we hope that the Iberian lynx free wild continue with a big success. After all the wild cat is just beautiful!

Geração 'green'

23.02.2016

actulaizado: 03.2016

update : March 3, 2016

Creative Commons License


Fontes: Observador | Público

Sunday, February 15, 2015

Órix-de-cimitarra nasce no Zoo de Lisboa !




Órix-de cimitarra
DR/Jardim Zoológico de Lisboa
O pequeno órix-de-cimitarra (Oryx dammah) nasceu em Janeiro no Jardim Zoológico de Lisboa, e é uma esperança para a recuperação desta espécie extinta há 15 anos na Natureza.

Pesa só 15 quilos, mas se tudo correr bem há-de chegar aos 200 quilos, peso normal dos adultos. 





orixÓrix-de-cimitarra

Reconhecido pelos seus longos cornos curvados para trás, que lembram uma cimitarra – espada tradicional de alguns povos do Médio Oriente, como árabes, turcos e persas, utilizada pelos antigos guerreiros muçulmanos – este órix foi desaparecendo, devido à intensificação da caça, bem como à seca e desertificação das zonas áridas e desertas do Norte de África, seu habitat natural.




Órix-de-cimitarra
créditos: Colin Burnett

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), estima-se que havia cerca de 500 indivíduos em estado selvagem, em países como o Chade e o Níger, até 1985. 

Em 1988, três anos depois, seriam poucas dezenas. Desde o ano 2000 não há registo confirmado de avistamentos na natureza. A Red List deu-o como extinto em estado selvagem em 2007.

Com o nascimento desta cria, o Jardim Zoológico de Lisboa “orgulha-se de poder contribuir para a continuidade da espécie e para a futura reintrodução na Natureza”. 

Actualmente, a espécie vive em jardins zoológicos ou áreas protegidas vedadas, nomeadamente na Tunísia, Senegal e Marrocos, e são alvo de programas de reintrodução a longo prazo.






Além de alojar um macho, três fêmeas e agora esta cria de órix-de-cimitarra, o Zoo de Lisboa participa no Programa Europeu de Reprodução da espécie, e em paralelo, para o seu Studbook Internacional (que concentra toda a informação sobre a espécie e as boas práticas para a sua conservação). 

Apoia também financeiramente a preservação em parques naturais do Norte de África, através do Fundo de Conservação. O objectivo é conseguir reintroduzir o órix-de-cimitrra na Natureza.




Órix-de-cimitarra

Em adulto, este antílope chega a ter 1,5 metros de altura mas é o tamanho dos cornos (pode ir até 1,2 metros de comprimento) que mais impressiona. A espécie é herbívora. 

O animal tem um pescoço largo coberto por pêlo castanho, que desce até ao peito e contrasta com a cor branca no resto do corpo.

Devido às características do seu habitat natural, o órix tem a capacidade para resistir vários meses sem consumir água directamente, retirando-a apenas das plantas que come. 

Não gosta do calor intenso, e tenta, por isso, procurar alimento ao amanhecer e ao fim do dia. Normalmente vive em manadas de, pelo menos, 10 indivíduos, sempre com um macho dominante.

Cada fêmea pode ter uma cria por ano (a gestação dura oito meses e meio), que é amamentada até aos quatro meses. Com essa idade torna-se independente da mãe. 




Scimitar oryx or Scimitar-horned oryx

A baby scimitar oryx or scimitar-horned oryx (Oryx dammah) is born last month, in January, at the Zoo of Lisbon.

The scimitar oryx or scimitar-horned oryx (Oryx dammah), also known as the Sahara oryx, is a species of Oryx now extinct in the wild. It formerly inhabited all of North Africa, Niger and Chad.

It has a long taxonomic history since its discovery in 1816 by Lorenz Oken, who named it the Oryx algazel. This spiral-horned antelope stands a little more than 1 metre (3.3 ft) at the shoulder. 



Scimitar oryx or Scimitar-horned oryx
credits: The Land
https://www.zoo.org.au/

The males weigh 140–210 kg (310–460 lb) and the females weigh 91–140 kg (201–309 lb). The coat is white with a red-brown chest and black markings on the forehead and down the length of the nose. 

The calves are born with a yellow coat, and the distinguishing marks are initially absent. The coats change to adult coloration at 3–12 months old.

They can go for up to 10 months without drinking relying on water rich plants such as the wild melon Colocynthis vulgaris. Mean gestation length is 8-8.5 months with a range of 242 to 300 days. With the post-partum oestus a female oryx can easily produce one calf a year. 



Scimitar oryx or Scimitar-horned oryx
Zoo of Warsaw

In zoos the scimitar-horned oryx will live for 18-20 years, but no data are available for longevity in the wild.

Now, they live only in zoo. Its decline began as a result of climate change, and later it was hunted extensively for its horns. In 2007, the Red List confirmed extinct in wild.





In our days, the scimitar-horned oryx is bred in captivity in special reserves in Tunisia, Morocco and Senegal.





The Zoo of Lisbon works with the Programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas/EEP in order to reintroduce the scimitar-horned oryx in wild.


Geração 'green'

15.02.2015

actualizado 29.03.2019

Creative Commons License


video: credits: Jardim Zoológico Lisboa (2018)/ Zoo Lisbon (2018)

Referência: Público


Sunday, February 08, 2015

Já andam em liberdade os linces ibéricos em Portugal




Lince ibérico em liberdade, Mértola
Iberian Lynx, Portugal
foto: João Silva

Lembram de Jacarandá e Katmandu, os linces ibéricos nascidos na rede de centros de reprodução em cativeiro e que foram libertados na zona de Mértola (Portugal) em 2013? Pois, devagar, devagarinho, já gostam de andar em liberdade. 

Recorde-se que os linces reintroduzidos nasceram em cativeiro, a Jacarandá no Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico, em Silves, e o Katmandú em Zarza de Granadilla (Espanha), fazendo ambos parte do programa de reintrodução do lince ibérico em Portugal, que teve início em Dezembro último no Parque Natural do Vale do Guadiana.

No domingo passado, foi-lhes aberta a porta do cercado, Mértola, onde estavam desde 16 Dezembro (2014), Jacarandá e Katmandu, cautelosos, deixaram o terreno de dois hectares mas continuam por perto. 

Têm caçado e cruzam-se muito pouco nas suas caminhadas. Pois a partir de ontem, sábado, tiveram vizinhos. Mais um casal, a fêmea Kayakweru e o macho Kempo, a primeira proveniente do Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, Silves e o segundo de Doñana, Espanha.



Lince Ibérico em liberdade, Mértola
foto: José Caria

A primeira semana em plena liberdade de Jacarandá e Katmandu foi fundamental para os técnicos do Instituto de Conservação daNatureza e Florestas (ICNF) perceberem como está a ser a adaptação à Natureza dos linces-ibéricos (Lynx pardinus) criados em cativeiro. 

A avaliar pelas imagens captadas pelas câmaras de vigilância, instaladas em locais estratégicos, pelos sinais GPS e VHF transmitidos pelos colares que têm ao pescoço e pelos registos de observações no campo, tudo parece estar a correr bem. Ora que bom !

Estes dois animais foram os primeiros de um grupo de oito a dez linces a serem reintroduzidos no habitat natural em território português até ao final do ano, depois de décadas de ausência, ao abrigo de um programa conjunto com Espanha que visa reforçar a população do felino mais ameaçado do mundo, ainda em risco crítico de extinção.

“Têm conseguido caçar [agora têm de o fazer por si, sem qualquer intervenção dos técnicos], afastaram-se um pouco mas permanecem na zona e não andam juntos, o que é relativamente normal”, 

Pedro Rocha, director do departamento do ICNF, Alentejo



Sinal trânsito alerta linces
foto: João Silva

É o regresso de uma espécie extinta em Portugal, e já foram colocadas novas placas de trânsito a alertar os condutores. É bom que andem atentos !

Nenhum dois dois linces se aproximou ainda das estradas, onde foram instalados novos sinais de trânsito a avisar da presença de linces na zona. 

O objectivo é criar condições para que os animais se reproduzam. A equipa responsável pelo acompanhamento está ansiosa e espera que tudo corra como espera,

“É difícil saber se acasalaram, vamos perceber agora através do comportamento da Jacarandá. Se andar mais parada e procurar abrigo mais frequentemente, é provável que esteja grávida.”

O período que a fêmea nascida no Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI) em Silves e o macho nascido no centro de Zarza de Granadilla, perto de Plasencia, Espanha, passaram no cercado correspondeu ao início da época da reprodução. Normalmente as crias nascem em Março.

Desde 2009, nasceram 58 linces no centro de Silves (que se tem revelado a melhor “maternidade” para o lince ibérico), dos quais 38 já foram libertados. 



Iberian Linyx female
|photo: ICNF

Actualmente estão grávidas quatro fêmeas – uma delas é Fruta, a mãe da inquilina que se segue no cercado de Mértola, Kayakweru que foi introduizada este sábado, acompanhada por Kempo, o macho espanhol vindo de Doñana.

“A introdução deste segundo casal no cercado vai acontecer exactamente nos mesmos moldes e, se tudo correr bem, dentro de duas a três semanas serão libertados”, (...) . Segue-se mais uma etapa decisiva: a da interacção entre os quatro. “Dificilmente ficarão todos no mesmo sítio, uma vez que eles são muito territoriais”, 

Pedro Rocha, responsável do ICNF.

É possível que os animais comecem a dispersar pelos matagais e bosques da região, ao longo do Parque Natural do Vale do Guadiana, ou mesmo que cheguem a Espanha, onde a introdução do lince está mais avançada. 

O ICNF estabeleceu já protocolos com os proprietários de 8500 hectares e espera chegar aos 13 mil hectares, na zona de Mértola, para garantir que a gestão dos terrenos os torne apetecíveis para a espécie e para o coelho-bravo.

Actualização:

Infelizmente, Kayakweru, a fêmea reintroduzida a 07 de Fevereiro e libertada na natureza, foi encontrada morta, pela equipa de campo do ICNF, numa zona florestal, no âmbito da monitorização dos animais reintroduzidos na região de Mértola, no dia 13 Março.


O ICNF avança que as causas da morte deste lince são ainda desconhecidas e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) vai realizar a necropsia para apurar mais dados sobre esta situação.

O animal encontrava-se sob vigilância do ICNF, "tendo sido monitorizado presencialmente na quarta-feira, dia 12 Março, por volta das 19:00 horas, apresentando os comportamentos normais da espécie", explica o instituto.

Lamentamos profundamente tal sucedido. Será importante um estudo bem mais minucioso para testar se estes animais nascidos e crescidos em cativeiro estão mesmo preparados para viver autonomamente em liberdade.

Aguardamos com ansiedade as conclusões da necropsia.



Flora, Iberian lynx, female 
photo: ICNF

The Iberian lynx is one of the most endangered carnivore  species in the world and the most endangered carnivore in Europe. The Iberian lynx is prevalent in the Iberian Peninsula in Southern Europe.

In Portugal there is one center an three in Spain.

Between 2005 and 2013, 236 lynx were born in Spanish and Portuguese survival centers.

In 2014, there were over 36. Among those who survived, many have been released into the wild, all in Spain. And now four in Portugal.



Iberian Lynx in liberty, Mertola, Portugal
photo: João Silva

In Portugal four regions are prepared to the reintroduction of the Iberian lynx : Mértola, Moura-Barrancos and Serra da Malcata. The first one has been released in Mertola, Alentejo, Portugal. 

In Portugal the first release of eight lynxs born in captivity will take place. The first two Iberian lynxs, a female Jacandará and a male Katmandu have been released last December 2004 in Mertola, Alentejo, Portugal.



Iberian Lynx in liberty, Mertola, Portugal
photo: João Silva

Now, two others, a new female Kayakweru (born in Portugal) and new male Kempo (born in Spain) has been released last Saturday, February 7, 2015 that will join the first couple, Jacarandá and Katmandu in Mertola.

The sustained recovery in populations of wild rabbit - the principal food of the most endangered feline in the world - is under controle with the partenship between the Portuguese Center, and some oft the farmers.

Well, it's a pity that wild rabbits will be eated by Iberian lynxs. After all we preserve all animal species. Poor wild rabbits...

Update:

Unfortunately, the female Kayakweru released into the wild last month, was found dead on 13 March. The necropsy result is expected soon.

We are very sad about this Iberian lynx. It's important to know if the Iberian lynx born in captivity, was prepared to survive in the wild?


Geração 'green'

08.02.2015

Actualização 15.03.2015 | Update March 15, 2015

Creative Commons License

Fontes:

Publico | Expresso