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Sunday, October 09, 2022

Dia Mundial do Animal : Nova cria Órix-de cimitarra nasce no Zoo de Lisboa !





Órix-de cimitarra 2022
DR/Jardim Zoológico de Lisboa
via GreenSavers

No dia 4 de Outubro, celebrou-se o Dia Mundial do Animal, uma celebração criada pelo escritor alemão Heinrich Zimmermann. Teve lugar, pela primeira vez, em 1925. 

Mas por que razão escolhido  dia 4 de Outubro? Trata-se do dia em que São Francisco de Assis nasceu. O santo padroeiro dos animais.

Então neste Dia Mundial do Animal, o Jardim Zoológico de Lisboa celebrou a data com a apresentação ao mundo de uma nova cria de órix-de-cimitarra, nascida no Zoo de Lisboa, no passado dia 24 de Agosto 2022.



Órix-de cimitarra
DR/Jardim Zoológico de Lisboa
via Público 2015

Uma outra cria nascera em 2015, se bem se lembram. Também no Zoo de Lisboa, e igualmente linda! Que bom! Uma nova nasceu, agora em 2022.

Os progenitores já residiam no Zoo de Lisboa “há alguns anos, tendo sido transferidos de outros zoos europeus no âmbito do programa de reprodução”, sendo que o progenitor chegou do Zoo de Le Pal, em França, em 2013, e a progenitora do Zoo de Berlim, em 2006.

No entanto, ainda não se sabe ao certo o sexo da nova cria de órix-de-cimitarra “uma vez que não há contacto com a mesma”, apontando o Zoo que “neste momento a única preocupação é que cresça e se desenvolva ao lado da progenitora, tal como faria no seu habitat natural”. 

Quanto ao que o futuro lhe reserva, isto é, se ficará em Lisboa ou se virás a ser transferida para outro Zoo, ainda não é conhecido que vai depender da "evolução do programa de conservação e das directrizes do coordenador”.



Órix-de cimitarra 2022
DR/Jardim Zoológico de Lisboa
via GreenSavers


A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) atribui a essa espécie, originária das zonas áridas e desérticas do Norte de África, o estatuto de ‘extinto na Natureza’, que tem desde 2000, devido às ameaças da caça, da seca e da desertificação dos solos.

Contudo, o Zoo de Lisboa admite que, devido a programas de conservação e de reprodução “sob cuidado humano”, “actualmente já podemos observar animais no habitat natural”.

“A variabilidade genética é muito importante uma vez que confere uma maior diversidade de características aos indivíduos reintroduzidos o que em situações de alterações ambientais severas é determinante para a sobrevivência da espécie”, 

Zoo de Lisboa

Haverá esperança de retirar o órix-de-cimitarra do estatuto de ‘extinto na Natureza’? Os especialistas argumentam que “apesar de existirem animais no habitat natural, a reversão do estatuto de conservação é mais complexa, uma vez que só se considera que uma espécie está de volta ao habitat natural quando verificamos uma reprodução até à terceira geração de animais, ou seja, os animais reintroduzidos têm de se reproduzir, assim como os seus filhos, netos e bisnetos”.

Contudo, há sinais de esperança para esta espécie, considerando que o programa de conservação “tem tido sucesso”, reconhecendo o Zoo, ainda assim, que “é muito moroso”.

As maiores dificuldades na recuperação desta espécie estão relacionadas com a “alteração comportamental das populações locais, sem as quais os programas não seriam de todo possíveis”.




Órix-de cimitarra 2022
DR/Jardim Zoológico de Lisboa
via GreenSavers


O papel do Zoo de Lisboa na conservação do órix-de-cimitarra para pela promoção da reprodução destes animais, “formando manadas que estarão aptas para serem reintroduzidas em habitat natural, sempre que possível”.

“Por termos a espécie sob nosso cuidado, colaboramos também no campo da investigação para que se saiba cada vez mais sobre a espécie. Esse conhecimento é partilhado com os especialistas que trabalham no habitat natural para que possam inferir sobre as melhores medidas a levar a cabo. Ainda por termos a espécie no Zoo, sensibilizamos todos os que nos visitam para a importância de conservar os animais e os seus habitats”

 Zoológico de Lisboa





Scimitar oryx baby, 2022
DR/Jardim Zoológico de Lisboa
via GreenSavers

To celebrate the World Animal Day, the Zoo of Lisbon presented the new baby scimitar oryx or scimitar-horned oryx (Oryx dammah)  born , on 24 August 2022 at the Portguese Zoo.

The idea of World Animal Day was originated by Heinrich Zimmermann, the German writer and publisher of the magazine Mensch und Hund/Man and Dog. 

Zimmermann organized the first World Animal Day on 24 March 1925, in Berlin and moved it to 4 October for the first time in 1929. Initially he found a following only in Germany, Austria, Switzerland and Czechoslovakia. 

Every year Zimmermann worked tirelessly on the promotion of World Animal Day. Finally, in May 1931 at a congress of the world’s animal protection organizations in Florence Italy, his proposal to make 4 October World Animal Day universal, was unanimously accepted. 

The scimitar oryx or scimitar-horned oryx (Oryx dammah), also known as the Sahara oryx, is a species of Oryx now extinct in the wild. It formerly inhabited all of North Africa, Niger and Chad.

It has a long taxonomic history since its discovery in 1816 by Lorenz Oken, who named it the Oryx algazel. This spiral-horned antelope stands a little more than 1 metre (3.3 ft) at the shoulder. 

The Zoo of Lisbon works with the Programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas/EEP in order to reintroduce the scimitar-horned oryx in wild.


Geração 'green'

09.10.2022





Sources: Jardim Zoológico Lisboa/ GreenSavers


Sunday, February 15, 2015

Órix-de-cimitarra nasce no Zoo de Lisboa !




Órix-de cimitarra
DR/Jardim Zoológico de Lisboa
O pequeno órix-de-cimitarra (Oryx dammah) nasceu em Janeiro no Jardim Zoológico de Lisboa, e é uma esperança para a recuperação desta espécie extinta há 15 anos na Natureza.

Pesa só 15 quilos, mas se tudo correr bem há-de chegar aos 200 quilos, peso normal dos adultos. 





orixÓrix-de-cimitarra

Reconhecido pelos seus longos cornos curvados para trás, que lembram uma cimitarra – espada tradicional de alguns povos do Médio Oriente, como árabes, turcos e persas, utilizada pelos antigos guerreiros muçulmanos – este órix foi desaparecendo, devido à intensificação da caça, bem como à seca e desertificação das zonas áridas e desertas do Norte de África, seu habitat natural.




Órix-de-cimitarra
créditos: Colin Burnett

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), estima-se que havia cerca de 500 indivíduos em estado selvagem, em países como o Chade e o Níger, até 1985. 

Em 1988, três anos depois, seriam poucas dezenas. Desde o ano 2000 não há registo confirmado de avistamentos na natureza. A Red List deu-o como extinto em estado selvagem em 2007.

Com o nascimento desta cria, o Jardim Zoológico de Lisboa “orgulha-se de poder contribuir para a continuidade da espécie e para a futura reintrodução na Natureza”. 

Actualmente, a espécie vive em jardins zoológicos ou áreas protegidas vedadas, nomeadamente na Tunísia, Senegal e Marrocos, e são alvo de programas de reintrodução a longo prazo.






Além de alojar um macho, três fêmeas e agora esta cria de órix-de-cimitarra, o Zoo de Lisboa participa no Programa Europeu de Reprodução da espécie, e em paralelo, para o seu Studbook Internacional (que concentra toda a informação sobre a espécie e as boas práticas para a sua conservação). 

Apoia também financeiramente a preservação em parques naturais do Norte de África, através do Fundo de Conservação. O objectivo é conseguir reintroduzir o órix-de-cimitrra na Natureza.




Órix-de-cimitarra

Em adulto, este antílope chega a ter 1,5 metros de altura mas é o tamanho dos cornos (pode ir até 1,2 metros de comprimento) que mais impressiona. A espécie é herbívora. 

O animal tem um pescoço largo coberto por pêlo castanho, que desce até ao peito e contrasta com a cor branca no resto do corpo.

Devido às características do seu habitat natural, o órix tem a capacidade para resistir vários meses sem consumir água directamente, retirando-a apenas das plantas que come. 

Não gosta do calor intenso, e tenta, por isso, procurar alimento ao amanhecer e ao fim do dia. Normalmente vive em manadas de, pelo menos, 10 indivíduos, sempre com um macho dominante.

Cada fêmea pode ter uma cria por ano (a gestação dura oito meses e meio), que é amamentada até aos quatro meses. Com essa idade torna-se independente da mãe. 




Scimitar oryx or Scimitar-horned oryx

A baby scimitar oryx or scimitar-horned oryx (Oryx dammah) is born last month, in January, at the Zoo of Lisbon.

The scimitar oryx or scimitar-horned oryx (Oryx dammah), also known as the Sahara oryx, is a species of Oryx now extinct in the wild. It formerly inhabited all of North Africa, Niger and Chad.

It has a long taxonomic history since its discovery in 1816 by Lorenz Oken, who named it the Oryx algazel. This spiral-horned antelope stands a little more than 1 metre (3.3 ft) at the shoulder. 



Scimitar oryx or Scimitar-horned oryx
credits: The Land
https://www.zoo.org.au/

The males weigh 140–210 kg (310–460 lb) and the females weigh 91–140 kg (201–309 lb). The coat is white with a red-brown chest and black markings on the forehead and down the length of the nose. 

The calves are born with a yellow coat, and the distinguishing marks are initially absent. The coats change to adult coloration at 3–12 months old.

They can go for up to 10 months without drinking relying on water rich plants such as the wild melon Colocynthis vulgaris. Mean gestation length is 8-8.5 months with a range of 242 to 300 days. With the post-partum oestus a female oryx can easily produce one calf a year. 



Scimitar oryx or Scimitar-horned oryx
Zoo of Warsaw

In zoos the scimitar-horned oryx will live for 18-20 years, but no data are available for longevity in the wild.

Now, they live only in zoo. Its decline began as a result of climate change, and later it was hunted extensively for its horns. In 2007, the Red List confirmed extinct in wild.





In our days, the scimitar-horned oryx is bred in captivity in special reserves in Tunisia, Morocco and Senegal.





The Zoo of Lisbon works with the Programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas/EEP in order to reintroduce the scimitar-horned oryx in wild.


Geração 'green'

15.02.2015

actualizado 29.03.2019

Creative Commons License


video: credits: Jardim Zoológico Lisboa (2018)/ Zoo Lisbon (2018)

Referência: Público