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Thursday, May 22, 2008

Que cor queremos para o mundo?






Papillon bleu
Numa manhã em que o sol brilhava, sorrindo para o mundo, uma lagartinha dentro do seu casulo esperava, muito quentinha e quietinha, tornar-se numa borboleta com muitas cores.

Enquanto a sua transformação decorria, ela espreitava por um buraquinho muito pequeno o mundo fantástico que ela queria conhecer.
Oh! – suspirava ela - Como tudo é lindo!

Lá fora, os pássaros chilreavam, as flores dançavam ao som do vento brincalhão, enquanto um grupo de meninas brincavam muito divertidas.

De repente, tudo aconteceu! O buraquinho abriu-se um pouco mais… e a lagartinha saiu do seu casulo, e numa linda borboleta se transformou.

Toda contente, voava junto às flores, fazendo ziguezagues com suas asas multicores. Eis quando, de repente, viu uma flor, muito estranha! É que a flor tinha em cada pétala, uma cor diferente. Foi logo ter com ela.
- Olá, eu chamo-me Pintalguinhas - disse a borboleta - e tu?

- O meu nome é Colorida. Todas as flores dizem que eu… Mas, a Colorida não conseguiu acabar a frase, pois uma enorme e escura nuvem de fumo veio bater-lhe nas pétalas de rompante. E depois outra, e outra e outra… sem nunca mais parar! Sentia-se asfixiar!

E um barulho ensurdecedor, transtornava-a ainda mais. Tudo o que era colorido ficou cinzento pardo.

As duas amiguinhas não sabiam o que lhes tinha acontecido. Mas era horrível! As pétalas da Colorida tornaram-se escuras, da cor do carvão, e as asas da Pintalgada estavam cobertas de um pó fininho semelhante ao pó das cinzas. Além disso, sentiram-se zonzas de tanta poluição sonora!

A borboleta Riscadinha e a flor Colorida procuraram então um local onde se sentissem seguras, mas não havia nenhum!

A poluição lançara seu manto negro sobre a cidade. As duas amigas não sabiam o que fazer…

E nós? Será que todos juntos conseguiremos mudar a cor do fim desta história?






Leonor Carneiro, 11 anos

Menção Honrosa| Verdinha nº 16, 5H


texto original*


22.05.2008


Proibida reprodução de textos dos alunos.

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