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Wednesday, May 23, 2012

Dia Internacional do Fascínio das Plantas



Celebrou-se ontem, 22 Maio 2012, o Dia Mundial da Biodiversidade Biológica. 
O tema 2012 Biodiversidade Marinha cujo mote é Um Oceano – Muitos mundos de Vida. 

Mas, no passado sábado, 18 Maio, celebrou-se pela primeira vez o Dia Internacional do Fascínio das Plantas com o apoio de "European Plant Science Organisation" (EPSO).



Esta celebração juntou 39 países com a ambição de aproximar a sociedade do mundo vegetal.

"Pretendeu-se com esta iniciativa fazer com que o maior número possível de pessoas em todo o mundo despertasse para o fascínio das plantas e para a importância do seu estudo na melhoria da agricultura e produção sustentável de alimentos, bem como para a horticultura, silvicultura e produção de bens não-alimentares, como papel, madeira, químicos, fármacos e energia."

O papel determinante das plantas na conservação do meio ambiente esteve também em destaque.

Dia Internacional do Fascínio das Plantas ultrapassou o continente europeu e foi celebrado em países como o Brasil, Estados Unidos, Canadá, Japão, China, Nova Zelândia, Austrália.



Journée Mondiale Fascination des Plantes


Portugal surpreendeu os organizadores. Foi o 2º país com mais entidades aderentes, a seguir à Inglaterra. 

Em Portugal, as celebrações marcaram-se por visitas guiadas pelo campo e a laboratórios, mostras de plantas aromáticas e eventos que juntaram a arte às plantas. 

De Norte a Sul estavam marcadas 100 actividades, preparadas de propósito por cerca de 70 entidades. Ver aqui

“Foi uma surpresa, não estávamos à espera desta receptividade. É extraordinário”

 Nelson Saibo, 

O evento partiu da Organização europeia para a ciência das plantas (EPSO, European Plant Science Organisation) que, em Outubro, contactou a Sociedade Portuguesa de Fisiologia Vegetal. A ambição é “chamar a atenção do público em geral – e dos políticos - para a importância das plantas na nossa vida, desde o ar aos alimentos. E o fascínio em todos os aspectos, não só a beleza”, acrescentou.



Casa Andresen | Jardim Botânico do Porto

Como vivemos no Porto, decidimos destacar o Ciclo de Conferências " Nós e as Plantas" do Jardim Botânico da Universidade da Universidade do Porto, antiga casa da família da nossa querida escritora Sophia Mello Breyner Andresen. 

como tal, um tema despertou a nossa atenção: "Qual a influência das plantas na criatividade humana e nas suas expressões culturais, como a poesia? "

Ao visitar o Jardim Botânico, podemos facilmente maravilharmo-nos com as suas plantas e conhecer algumas das respostas a estas perguntas.

A primeira lista de referência das plantas de Portugal, elaborada pela "Associação Lusitana de Fitossociologia", foi publicada em Outubro de 2010, com um número total de 3995 espécies: 3314 no Continente, 1006 no Arquipélago dos Açores e 1233 na Madeira. No mesmo mês, os 193 países membros da Convenção sobre a Diversidade Biológica reunidos em Nagoya, no Japão, decidiram criar até 2020 um banco de dados online de toda a flora conhecida no planeta.

"As plantas são organismos únicos", diz uma nota da EPSO. "A sua capacidade para sintetizar o seu próprio alimento permitiu-lhes colonizar e adaptar-se a quase todos os nichos do planeta". Os biólogos estimam que existam 250.000 espécies de plantas no mundo. Segundo a União Internacional da Conservação da Natureza, uma em cada cinco plantas no mundo está ameaçada de extinção.


The 1st International Fascination of Plants Day was launched under the umbrella of the "European Plant Science Organisation" (EPSO). The goal of this activity was to get as many people as possible around the world fascinated by plants and enthused about the importance of plant science for agriculture, in sustainably producing food, as well as for horticulture, forestry, and all of the non-food products such as paper, timber, chemicals, energy, and pharmaceuticals. The role of plants in environmental consevation was also a key message.


Para nós, o "Dia do Fascínio das Plantas" deverá ser todos os dias!


Geração 'green'

23.05.2012

Creative Commons License

Referências

Ecosfera | Público
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1546497

Fascination of Plants Day
http://www.plantday12.eu/home.htm

Sunday, November 13, 2011

Clima: Será que o mundo quer mudar?




Foto: Pawel Kopczynski| Reuters


O mundo tem apenas cinco anos para evitar alterações climáticas perigosas e irreversíveis segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), que pede mudanças urgentes na forma como se usa a energia.

“Estou muito preocupado” - disse o principal economista da AIE, o turco Fatih Birol, ao jornal The Guardian. 





No passado dia 9 Novembro, a agência divulgou em Londres o seu World Energy Outlook 2011 com a evolução do sistema energético para os próximos 25 anos.

"O limiar que a comunidade internacional não quer passar é um aumento de 2ºC nas temperaturas médias do planeta; para lá disso, os serviços dos ecossistemas – por exemplo, água e ar limpos, defesa contra inundações e solos de qualidade - não estão garantidos."

O cenário actual não é favorável. A população mundial está a aumentar tendo este ano atingido os sete mil milhões de habitantes. 

"A agência estima que o aumento do consumo energético aumentará um terço entre 2010 e 2035, com a China a consolidar a sua posição enquanto país que mais consome energia: em 2035 deverá consumir 70% mais do que os Estados Unidos. Além disso, a frota de veículos de passageiros deverá duplicar e chegar aos 1,7 mil milhões em 2035."

A AIE prevê também que se continuem a construir edifícios ineficientes e mais centrais de produção de electricidade a carvão e gás natural – depois do abandono da energia nuclear em vários países, especialmente por causa da crise na central nuclear japonesa de Fukushima, em Março. 

“Se os países se afastarem da energia nuclear, o resultado poderá ser um aumento nas emissões equivalente ao que é emitido actualmente pela Alemanha e pela França em conjunto”.

Birol, The Guardian



Foto: Pawel Kopczynski| Reuters
Central a carvão Jaenschwalde (Alemanha)


Num dos cenários previstos pela AIE, a concentração de emissões de dióxido de carbono (CO2) nos próximos 25 anos vai provocar um aumento das temperaturas médias de 3,5ºC. 

Num cenário que não prevê novas medidas governamentais, o aumento da temperatura pode chegar aos 6ºC.

Este quadro “demonstra a urgência e a escala do problema”, disse a directora-executiva da AIE, Maria van der Hoeven.

“Os Governos precisam introduzir medidas mais fortes para orientar os investimentos para tecnologias de baixo carbono”, disse. “Não podemos continuar a depender de usos de energia inseguros e ambientalmente insustentáveis.” 

directora-executiva AIE




Este relatório surge a semanas da conferência da ONU sobre alterações climáticas, a realizar em Durban, na África do Sul, de 28 Novembro a 9 Dezembro 2011.

Os Governos preparam-se, no entanto, para adiar a conclusão das negociações. 

O objectivo inicial seria encontrar um sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Mas depois de anos de impasse negocial, vários países – incluindo o Reino Unido, Japão e Rússia – propõem a chegada a acordo em 2018 ou 2020. 

"Tarde demais"

Birol 


The 2011 edition of the World Energy Outlook was released on 9 November and brings together the latest data, policy developments, and the experience of another year to provide robust analysis and insight into global energy markets, today and for the next 25 years. Read more here


Geração 'green'

13.11.2011

Creative Commons License

Referências:

Ecosfera|Público
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1520143

COP17|CMP7
http://www.cop17-cmp7durban.com/